O atacante Felipe Anderson não se tornou exatamente um problema sem solução no Palmeiras. No entanto, está longe de justificar a enorme expectativa que cercou sua volta ao Brasil. Aos 32 anos, o jogador ainda conta com o respaldo da comissão técnica de Abel Ferreira. Porém, sua trajetória no Alviverde em 2026 é marcada por um misto de lesões, baixa influência no placar e a dificuldade em se consolidar como titular absoluto. Diante disso, o que antes era impensável tornou-se uma alternativa plausível. Ou seja, uma possível saída na janela de julho.
Os números de 2026 ajudam a explicar o debate sobre o seu custo-benefício. Até aqui, Felipe soma apenas 11 jogos e uma única assistência. Ele tem raríssimas oportunidades começando entre os 11 iniciais. Esse baixo aproveitamento fez seu valor de mercado despencar para a casa dos € 2 milhões. Esse número contrasta fortemente com o status de estrela que ele carregava em seus tempos de Lazio. Além disso, no Palmeiras, ele tem sido cada vez mais questionado pelo torcedor.
Por que a “versatilidade” de Felipe Anderson não tem bastado?
Felipe Anderson sempre foi reconhecido como um “jogador híbrido”. Ele não é o ponta de explosão pura, nem o meia clássico de “última bola”. Em vez disso, é um articulador capaz de atuar por todos os corredores do ataque. Na Itália, esse perfil técnico e dedicado rendeu temporadas de protagonismo. Principalmente antes de chegar ao Palmeiras.

No entanto, o Palmeiras de 2026 tornou-se um elenco extremamente concorrido. A disputa por espaço com nomes como Sosa, Maurício, Andreas Pereira e Flaco López tornou a vida do camisa 9 (ou 10) mais difícil. Em um sistema que exige intensidade máxima e entrega direta de resultados, a versatilidade, sem a produção de gols ou assistências, deixa de ser um trunfo. Assim, vira apenas uma peça de composição de elenco de luxo.
Mercados do exterior e o futuro em julho
Até o momento, não houve uma proposta oficial que balançasse a diretoria palmeirense, mas o radar do exterior está ligado. Três mercados aparecem como destinos lógicos para o perfil do atleta: Palmeiras segue atento às oportunidades que possam surgir.
- Oriente Médio (Catar e Arábia Saudita): Onde o peso do nome e a experiência técnica são extremamente valorizados.
- México: Um mercado que absorve bem jogadores veteranos e taticamente inteligentes.
- Itália: Um retorno à Serie A para clubes de médio escalão, onde seu prestígio ainda é alto.
Palmeiras liberaria para um rival brasileiro?
A possibilidade de ver Felipe Anderson em um concorrente direto na Série A é tratada com extrema cautela no Allianz Parque. Hoje, a diretoria dificilmente aceitaria um empréstimo com divisão salarial para um rival. Qualquer operação doméstica teria que envolver uma venda definitiva por valores que compensem o risco esportivo e político de reforçar um adversário. Isso é especialmente importante ao se tratar do Palmeiras.