No Atlético-MG, com a nova filosofia de trabalho imposta pela comissão técnica, nomes antes considerados fundamentais passaram a frequentar constantemente o banco de reservas. Os casos mais evidentes e de resolução mais urgente são os do meia Igor Gomes e do zagueiro Júnior Alonso, ambos com vínculo se encerrando em dezembro.
Igor Gomes foi acionado em apenas quatro das 13 partidas sob o comando do atual treinador, evidenciando uma perda nítida de prestígio e utilidade no grupo. Já o defensor paraguaio sequer participou dos últimos quatro compromissos oficiais do time na temporada, o que mostra uma mudança no elenco do Atlético-MG.
O diretor de futebol Paulo Bracks já sinalizou uma mudança de postura do clube em relação aos atletas em final de contrato. O dirigente admitiu publicamente que o ciclo de Alonso “possa estar caminhando para o final”. Assim, colocou a dupla de forma natural na vitrine do mercado da bola nacional do Atlético-MG.
O peso de Gustavo Scarpa e o impacto do CAS no Galo
Outro nome de grande relevância que atrai a atenção redobrada do mercado é o meia Gustavo Scarpa, embora sua situação exija uma leitura financeira mais cuidadosa. O jogador perdeu seu protagonismo no esquema tático. Ele foi escalado como titular em apenas três ocasiões com a atual comissão do Atlético-MG.
Diferente do camisa 7, não há tratativas oficiais em andamento neste momento, mas o Atlético-MG acaba de sofrer uma forte pressão jurídica nos bastidores. Uma decisão recente da Corte Arbitral do Esporte (CAS) obriga o clube mineiro a pagar mais de R$ 13 milhões referentes exatamente à operação de compra de Scarpa.
Para afastar a punição imediata de um transfer ban da Fifa, a gestão precisará de fluxo de caixa rápido durante esta janela. É um cenário mercadológico razoável inferir que um ativo tão caro quanto Gustavo Scarpa, de renome, pode ser negociado pelo Atlético-MG.
O recado de Eduardo Domínguez e os desafios táticos em campo

Toda essa movimentação reflete a busca do Atlético-MG por atletas que se adequem perfeitamente ao formato de jogo exigido por Eduardo Domínguez. O atual esquadrão alvinegro abandonou a posse de bola estéril para se tornar um time mais compacto. Além disso, tornou-se reativo e muito vertical, de acordo com a filosofia do Atlético-MG.
O sistema atual prioriza uma defesa organizada e titulares fixos, mas tem esbarrado em dificuldades graves no setor de criação. A equipe sofre para transformar volume ofensivo em gols consistentes. Além disso, ainda confunde pressa com velocidade em momentos cruciais da partida, incluindo jogos decisivos do Atlético-MG.
Para a reta final do ano, a comissão técnica mapeou os problemas prioritários que a diretoria e os atletas precisam resolver para dar estabilidade ao trabalho. O diagnóstico interno aponta tanto para deficiências técnicas quanto para ruídos de comportamento no dia a dia:
- Eficiência ofensiva: O time marcou apenas 13 gols em 13 partidas no recorte recente. Chegou a precisar de 17 finalizações para balançar a rede duas vezes contra o Ceará, o que preocupa o Atlético-MG.
- Sintonia de grupo: O treinador fez cobranças fortes sobre atitudes de “egoísmo”, indicando a urgência de uma maior entrega coletiva e redução da vaidade. Além disso, o impacto dessas atitudes no Atlético-MG é notável.
- Atenção defensiva: Apesar de mais protegido, o sistema do Galo ainda apresenta falhas contínuas e oscilações perigosas na marcação de bolas aéreas. Esses são desafios que a defesa do Atlético-MG precisa superar.
A atual janela de transferências será o divisor de águas para o futuro imediato do clube. O modelo pragmático de Domínguez só vai decolar se as antigas turbulências de elenco derem lugar a um grupo mais enxuto. Esse grupo precisa ser eficiente e totalmente alinhado à sua cartilha.
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