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Atlético-MG: Reforço de R$ 35 milhões sai carregado, e Sampaoli exige contratação urgente

O empate do Atlético-MG contra o Pouso Alegre pelo Campeonato Mineiro pode ter custado muito mais do que dois pontos. A cena de Alexsander deixando o gramado de maca e sendo carregado pelos companheiros acendeu o sinal de alerta máximo na Cidade do Galo.

O volante, contratado a peso de ouro para 2026, sofreu uma entorse no joelho esquerdo e virou a grande preocupação do departamento médico. A gravidade da lesão pode forçar a SAF alvinegra a voltar correndo ao mercado para evitar um buraco no meio-campo de Jorge Sampaoli.

O Drama de R$ 35 Milhões no Atlético

A preocupação não é apenas médica, é financeira e estrutural.

Divulgação / Al Ahli
  • O Investimento: Alexsander não foi uma aposta barata. O Galo pagou € 5,5 milhões (cerca de R$ 35,2 milhões) para trazê-lo, projetando-o como titular absoluto.
  • A Cena: A forma como o atleta saiu de campo — com dores fortes e precisando de auxílio para caminhar — costuma ser o prelúdio de diagnósticos complicados. O clube aguarda a reapresentação e os exames de imagem para saber se houve rompimento de ligamentos ou se foi “apenas” um susto.

Sampaoli e a Lista de Compras

Antes mesmo da lesão, o Atlético já tratava a posição de volante como uma carência. Agora, a busca pode virar obsessão. Nomes de peso já estiveram no radar e podem ser reativados dependendo do laudo médico:

  1. Lucas Torreira: O uruguaio é um sonho antigo e já foi monitorado.
  2. Fred: O ex-Manchester United também teve o nome ventilado para um retorno ao Brasil.
  3. Omar Mascarell: O clube chegou a sinalizar uma oferta agressiva pelo espanhol recentemente.

Com Maycon, Alan Franco e Patrick como opções imediatas, Sampaoli pode ter que “tapar buraco” no Estadual, mas sabe que para o Brasileirão e a Libertadores precisará de reposição à altura se Alexsander ficar meses fora.

Essa lesão é o gatilho perfeito para o “erro clássico” dos clubes grandes: ou não repõem e descobrem a falta no jogo decisivo, ou repõem no desespero e pagam o dobro do que o atleta vale.

O Atlético está num ponto crítico. Se o laudo de Alexsander apontar lesão ligamentar, a SAF terá que engolir o prejuízo momentâneo dos R$ 35 milhões investidos e abrir o cofre de novo. Volante “de verdade” — aquele que marca e joga — custa caro, e comprar com a janela aberta e o departamento médico cheio significa pagar ágio. O Galo vai ter que ser frio: investir agora para proteger o projeto ou aceitar oscilar com improvisos até o meio do ano.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.