Micro e pequenas empresas de Minas Gerais captaram R$ 740 milhões em crédito no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, o BDMG, entre janeiro e meados de outubro de 2026. O volume representa crescimento de 90% sobre o mesmo período de 2025 e já supera os R$ 530 milhões liberados durante todo o ano passado.
O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (29) e informa atendimento a cerca de 7 mil empreendedores. Uma das frentes destacadas pelo banco é a atuação de correspondentes que ajudam a levar as linhas de financiamento a negócios de diferentes regiões do estado.
Comparações mostram duas dimensões do crescimento
A alta de 90% compara intervalos equivalentes de 2026 e 2025. Já a diferença entre R$ 740 milhões e R$ 530 milhões confronta o acumulado até meados de outubro deste ano com os doze meses do anterior.
Nessa segunda conta, o volume atual está R$ 210 milhões acima do total de 2025. A distinção entre as bases evita interpretar o percentual de 90% como crescimento sobre todo o ano passado ou como resultado já fechado de 2026.
Os valores representam crédito contratado pelo público informado, não faturamento das empresas atendidas. O balanço também não permite concluir, sozinho, quanto os financiamentos produziram em vendas, empregos ou aumento de produtividade.
Rede de correspondentes amplia os pontos de acesso
Segundo a divulgação oficial sobre o crédito do BDMG para pequenos negócios, a instituição tem aproximadamente 1,1 mil representantes autorizados a operar suas linhas para micro e pequenas empresas. O atendimento desses correspondentes não acrescenta custo pelo serviço, conforme o banco.
Isso não significa que o financiamento seja gratuito. A intermediação e as condições financeiras do contrato são aspectos diferentes, e o balanço divulgado não estabelece uma taxa única aplicável a todos os negócios.
A rede oferece uma forma de aproximar o empresário das opções existentes. A escolha de uma linha, porém, depende das características da empresa, do uso pretendido para os recursos e das condições efetivamente apresentadas na proposta.
Reformas e estoque aparecem entre as aplicações
Os exemplos divulgados incluem uma papelaria de Nova Lima que pretende reformar a estrutura e renovar o estoque. Também aparece uma clínica de Belo Horizonte que buscou financiamento para adequar seus espaços a novas possibilidades de atendimento.
Esses casos mostram aplicações diferentes para o crédito dentro da rotina dos pequenos negócios. Enquanto uma empresa procura reorganizar o ponto comercial e os produtos disponíveis, outra pretende adaptar o ambiente em que presta serviços.
O resultado de cada operação dependerá da execução do projeto e do desempenho do negócio. Os exemplos ajudam a visualizar o uso dos recursos, mas não permitem atribuir o mesmo objetivo aos cerca de 7 mil empreendedores atendidos.
Financiamento também aparece em projetos de expansão
O Moon acompanhou recentemente o projeto da Solução Móveis para ampliar sua fábrica em Caratinga. A aquisição de equipamentos recebeu financiamento de linhas de inovação do BDMG, dentro de um plano que prevê diversificar produtos e elevar a capacidade industrial.
Outro exemplo foi a modernização da estrutura elétrica do Mercado Central de Belo Horizonte, vinculada a uma operação com recursos do Fungetur. São projetos específicos, com condições próprias, e não devem ser somados automaticamente ao recorte de micro e pequenas empresas divulgado agora.
A comparação mostra a diversidade de finalidades para as quais o banco atua. No balanço desta semana, o dado central é a expansão do crédito destinado aos pequenos negócios, cujo volume até outubro já ultrapassou o total do ano anterior.


