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Mercado Central de BH investe R$ 2,5 milhões em transformação elétrica

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O Mercado Central de Belo Horizonte prepara a maior transformação de sua infraestrutura básica em mais de duas décadas. Com um aporte de R$ 2,5 milhões, o complexo comercial vai dobrar a capacidade de sua subestação de energia e modernizar toda a rede elétrica, que recebeu sua última grande intervenção há 23 anos. A obra está prevista para começar no primeiro semestre de 2027 e integra o cronograma de preparação para o centenário do espaço, a ser comemorado em 2029.

Embora o número de estabelecimentos do Mercado permaneça na faixa histórica de 400 lojas, a intensidade energética do complexo mudou drasticamente desde 2003. A infraestrutura atual lida com uma carga que não existia no início do milênio: o varejo passou a exigir suporte contínuo para freezers maiores, refrigeradores industriais, pequenos aparelhos de ar-condicionado e sistemas ininterruptos de pagamento e segurança eletrônica.

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A própria administração do Mercado aumentou a pressão sobre a rede ao instalar 90 climatizadores de ar nos corredores para atenuar o calor. Em um imóvel com 35 mil metros quadrados de área construída, cerca de 2,6 mil funcionários diretos e um tráfego superior a 15 milhões de visitantes por ano, a climatização permanente deixou de ser luxo para se tornar uma exigência operacional.

Troca de equipamentos e margem para expansão

O projeto técnico desenhado exige a substituição dos quadros elétricos obsoletos e dos transformadores por modelos mais potentes. A direção não divulgou a potência atual ou futura em kVA, mas garantiu que o volume suportado pela subestação dobrará.

Um exemplo prático ilustra o estrangulamento da infraestrutura atual: hoje, o complexo não possui suporte técnico em sua rede para instalar um único ponto de recarga para veículos elétricos. Com a ampliação, o Mercado Central construirá margem de manobra não apenas para estabilizar o consumo das bancas, mas para instalar eletropostos e absorver novas demandas tecnológicas nas próximas décadas.

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Financiamento atrelado ao turismo (BDMG)

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento, a obra será viabilizada por meio de um financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). A linha de crédito acessada pertence ao Fungetur (Fundo Geral de Turismo), voltada para micro, pequenos e médios negócios ligados ao setor de viagens e hospitalidade.

O enquadramento na linha turística justifica-se pela consolidação do imóvel inaugurado em 1929 como um dos principais cartões-postais da capital. O BDMG não detalhou o cronograma de amortização, prazos ou taxas de juros, mas a presidência do Mercado Central indicou que o formato do crédito evitou o comprometimento do fluxo de caixa diário. Será um investimento de R$ 2,5 milhões que ficará completamente escondido em fiações e painéis, mas que sustentará a operação ininterrupta do centro de compras para o seu centenário.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.