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Copasa aprova distribuição de quase R$ 100 milhões aos sócios em meio a crise em BH

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Em uma semana marcada por novos problemas no abastecimento de água em Belo Horizonte, a Copasa aprovou a distribuição de mais R$ 96,94 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração na quinta-feira, 10 de setembro.

O novo pagamento leva a um número que passou praticamente despercebido: apenas nos três JCP referentes a 2026, a companhia já declarou R$ 417,06 milhões em remuneração aos acionistas.

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E a conta fica um pouco maior quando são incluídos os dividendos formalmente aprovados neste ano. Em fevereiro, a Copasa declarou outros R$ 688 mil em dividendos referentes ao quarto trimestre de 2025. Assim, as remunerações aprovadas pela empresa em 2026 somam R$ 417,75 milhões até agora.

A distribuição acontece em um momento conturbado para a companhia de saneamento, que deixou diversos bairros de Belo Horizonte e da região metropolitana sem abastecimento.

Copasa chega a R$ 417 milhões em JCP em nove meses

O primeiro pagamento do ano foi aprovado em março: R$ 177,60 milhões, equivalentes a R$ 0,4684 por ação. Em junho vieram outros R$ 142,52 milhões, ou aproximadamente R$ 0,3759 por papel.

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Agora, no terceiro trimestre, são R$ 96,94 milhões, equivalentes a R$ 0,255646 por ação. Terão direito ao novo JCP os acionistas posicionados no papel em 21 de setembro, e o pagamento está previsto para 9 de novembro.

A soma exata dos três anúncios chega a R$ 417.063.875,06. Há ainda uma segunda maneira de olhar os desembolsos.

A Copasa pagou em junho deste ano R$ 138,04 milhões em JCP referentes ao quarto trimestre de 2025, embora essa remuneração tenha sido declarada em dezembro passado. Somando tudo que foi ou está programado para ser efetivamente pago durante 2026 (os três JCP deste exercício, esse JCP de 2025 e R$ 688 mil em dividendos) o montante chega a aproximadamente R$ 555,8 milhões.

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Por isso, as duas cifras não devem ser confundidas: R$ 417,75 milhões foram aprovados em 2026; cerca de R$ 555,8 milhões correspondem a proventos com pagamento no calendário de 2026, incluindo uma distribuição decidida ainda em 2025.

Falta de água atingiu dezenas de milhares de imóveis em BH

Copasa Minas Gerais
Foto de divulgação da Copasa

A decisão ocorre depois de semanas difíceis para a operação da companhia na Região Metropolitana. No início de setembro, problemas relacionados à adutora do Nova Granada levaram a interrupções em 43 bairros da Região Oeste, alcançando 45.298 imóveis, segundo números divulgados pela própria empresa. O episódio começou com um rompimento ocorrido em 19 de agosto e exigiu o remanejamento de um trecho da tubulação.

Quando a situação caminhava para a normalização, outra adutora rompeu no bairro Milionários, no Barreiro, em 7 de setembro. O novo problema afetou 65 bairros das regiões Barreiro, Oeste e Centro-Sul. Segundo a Copasa, uma interrupção de energia provocou aumento de pressão na rede e contribuiu para o rompimento.

Na quinta-feira (10), exatamente no dia em que o Conselho aprovou o novo JCP, moradores de Alta Tensão, Bairro das Indústrias I e Vila Copasa ainda enfrentavam risco de intermitência por outra manutenção emergencial.

Copasa estreia entre as 50 ações mais relevantes da B3

Do ponto de vista dos investidores, entretanto, setembro trouxe uma notícia histórica para a companhia. A CSMG3 passou pela primeira vez a integrar o IBrX 50, índice da B3 que reúne 50 dos ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado acionário brasileiro. A composição começou a valer em 8 de setembro e permanece vigente até dezembro.

A entrada ocorre poucos meses depois de uma transformação profunda na estrutura societária da empresa. Após a oferta secundária concluída em junho, a Equatorial passou a deter 30% da Copasa, fundos administrados pela Perfin ficaram com 20,11% e o Estado de Minas reduziu sua participação para 5,03%. Outros investidores possuem 44,58%.

O ingresso no IBrX 50 tende a aumentar a exposição da CSMG3 a fundos e gestores que utilizam o índice como referência, além de evidenciar o crescimento da liquidez do papel.

A companhia também permanece diante de um ciclo relevante de investimentos. O plano plurianual prevê R$ 3,1 bilhões em investimentos somente em 2026 e R$ 21 bilhões acumulados até 2030.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.