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Patrimar reverte consumo de caixa e gera R$ 117 milhões no 2T26 com venda de estoque pronto

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A Patrimar S.A. divulgou a prévia operacional do segundo trimestre de 2026 e trouxe um giro completo no indicador mais sensível para uma construtora: caixa. Depois de consumir R$ 205 milhões no primeiro trimestre, a companhia gerou R$ 117 milhões entre abril e junho.

A virada tem um nome específico por trás: um fundo de R$ 250 milhões criado para monetizar estoques prontos. O Moon BH analisou a prévia do 2T26 e traz os dados.

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O que fez o caixa da Patrimar virar de negativo para positivo?

A resposta está numa operação estruturada, não num acaso de vendas. A companhia criou um fundo de investimento de aproximadamente R$ 250 milhões voltado à monetização de estoques de empreendimentos concluídos ou quase prontos. Vendeu 192 unidades para esse fundo e já embolsou a maior parte do valor.

  • Cerca de 75% do montante recebido em junho de 2026.
  • Saldo restante a ser liquidado em quotas ou dinheiro entre julho e agosto.
  • Participação de imóveis prontos no estoque total caiu de 7,0% no 1T26 para 0,7% no 2T26.
  • VSO líquida da marca Patrimar chegou a 14%, o maior patamar em cinco trimestres.

O efeito colateral também importa: com menos imóveis prontos parados no estoque, o portfólio da companhia ficou mais concentrado em lançamentos recentes.

As vendas líquidas também cresceram no período?

Cresceram, e em ritmo acelerado. Em todas as faixas de atuação da empresa, do segmento econômico ao alto luxo.

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  • Vendas líquidas de R$ 546 milhões no 2T26, alta de 53% em comparação ao mesmo período do ano passado.
  • No acumulado do semestre, vendas somaram R$ 752 milhões, alta de 42%.
  • Repasses de financiamento imobiliário chegaram a 357 unidades no 2T26, ante 294 no trimestre anterior.
  • Avanço puxado principalmente pela consistência dos projetos do segmento econômico.

Os lançamentos também bateram recorde no trimestre

Aqui o resultado é mais matizado. O volume físico caiu, mas o valor subiu. A Patrimar fez cinco lançamentos residenciais no 2T26, distribuídos pelas três regiões onde atua. O VGV lançado no trimestre somou R$ 914 milhões, recuo de 17% na comparação anual. O número de unidades lançadas caiu 27,1%, com 1.165 unidades no período.

No semestre, porém, a leitura muda:

  • VGV semestral de R$ 1,4 bilhão (R$ 1.382 milhões).
  • Crescimento de 26% sobre o primeiro semestre de 2025.
  • Mudança de mix: menos unidades, maior valor agregado por empreendimento.

O trimestre também marcou uma expansão geográfica relevante. A marca Novolar, voltada a média e econômica renda, chegou à capital paulista com seu primeiro lançamento na cidade.

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Como a Patrimar sustenta um landbank de R$ 17,2 bilhões sem pesar no caixa?

A resposta está na engenharia das aquisições de terreno. A empresa fechou junho de 2026 com um banco de terrenos recorde de R$ 17,2 bilhões, um dos maiores entre as incorporadoras do país. No trimestre, adquiriu cinco novas áreas, concentradas majoritariamente em Minas Gerais e voltadas ao segmento de alta renda. O detalhe que evita pressão sobre o caixa está na forma de pagamento:

  • 76,7% do landbank garantido via permuta física.
  • 19,0% via permuta financeira.
  • Apenas 4,3% pago em desembolso direto.

O modelo permite à Patrimar seguir expandindo o banco de terrenos sem comprometer a liquidez que o fundo de R$ 250 milhões acabou de ajudar a recompor. O consolidado do 2T26 será divulgado no dia 8 de agosto e o Moon BH vai trazer o detalhamento.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.