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Como o imposto zero na cesta básica deve afetar Minas Gerais e o consumo

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A sanção da Lei Complementar 214/2025 marca um ponto de virada para a economia brasileira e mineira. A nova Reforma Tributária zera o imposto da Cesta Básica Nacional, unificando a tributação de itens essenciais e prometendo reduzir o custo de vida. Contudo, o impacto real no bolso do consumidor em Minas Gerais será gradual, com a vigência plena do novo sistema prevista para 2027.

A mudança simplifica o consumo ao substituir tributos complexos como PIS, Cofins e ICMS pelos novos CBS (federal) e IBS (estadual/municipal). Para Minas, um estado com forte produção agroalimentar, a medida promete reaquecer o mercado interno.

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Itens com alíquota zero: O que fica mais barato?

Pela primeira vez, o Brasil terá uma lista unificada de produtos com 100% de isenção tributária, eliminando as disparidades entre os estados. Essa padronização é um dos pilares da reforma para garantir segurança jurídica e preços menores.

Os produtos que terão isenção total de impostos incluem:

  • Proteínas: Carnes (bovina, suína, aves, ovina), peixes e ovos.
  • Essenciais: Arroz, feijão, leite, manteiga, açúcar, macarrão e sal.
  • Hortifrúti: Frutas, legumes e hortaliças (com raras exceções).
  • Laticínios: Queijos populares em Minas, como muçarela, minas, prato e ricota.
  • Farináceos: Pão francês, farinha de mandioca, milho e aveia.

Redução parcial: Alimentos com 60% de desconto

Nem tudo terá imposto zero. Alguns itens foram enquadrados em uma faixa intermediária, recebendo um desconto de 60% na alíquota padrão. Essa estratégia visa reduzir a carga tributária sem zerar completamente a arrecadação de produtos processados.

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Nesta categoria de tributação reduzida, entram produtos como óleos vegetais (soja, girassol, coco), sucos naturais sem adição de açúcar, polpas de fruta, extrato de tomate e amendoim. Embora não sejam isentos, a queda no preço final deve ser perceptível no médio prazo.

O impacto em Minas Gerais: Do agronegócio à mesa

Para Minas Gerais, os efeitos da reforma ultrapassam as gôndolas dos supermercados. O agronegócio mineiro, que possui um PIB estimado em R$ 250 bilhões para 2025, será um dos maiores beneficiados pela desoneração da cadeia produtiva.

A reforma prevê redução de 60% nos impostos sobre insumos agrícolas fundamentais:

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  • Fertilizantes e defensivos químicos.
  • Rações e suplementos para pecuária.
  • Vacinas veterinárias e serviços técnicos de apoio.

Com a redução dos custos de produção, setores como a cafeicultura e a bacia leiteira mineira ganham competitividade global. Além disso, a menor tributação sobre cooperativas pode estimular o crescimento de pequenos produtores no interior do estado.

Cronograma: Quando o imposto zero entra em vigor?

Embora a lei tenha sido sancionada, o consumidor mineiro não verá os preços caírem imediatamente. A transição entre o sistema antigo e o novo modelo (IBS/CBS) seguirá um cronograma rigoroso estabelecido pela Receita Federal do Brasil.

  • 2026: Início da fase de testes com alíquotas reduzidas para calibragem do sistema.
  • 2027: Implementação oficial do imposto zero para a Cesta Básica Nacional.
  • 2027 a 2032: Substituição gradual dos impostos atuais (ICMS e ISS) pelos novos modelos.
  • 2033: Consolidação total do novo regime tributário brasileiro.

O desafio da implementação prática

A criação da Cesta Básica Nacional busca corrigir distorções históricas, como a “guerra fiscal” entre os estados, que muitas vezes encarecia o frete e a logística de alimentos. Na prática, a reforma promete mais transparência para o cidadão, que saberá exatamente quanto paga de imposto em cada nota fiscal.

Para o estado de Minas Gerais, o sucesso da medida depende do equilíbrio entre o alívio no custo de vida e a manutenção da arrecadação estadual. O desafio agora é garantir que a desoneração chegue, de fato, ao consumidor final, sem ser absorvida pelas margens de lucro de intermediários.

Veja as principais notícias de Economia de Minas, hoje, no Capital M.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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