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Fecomércio-MG propõe para direita e esquerda mudança que promete ser melhor que a 5×2

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A Fecomércio-MG apresentou a candidatos à Presidência da República e a parlamentares uma proposta de nova modalidade de contratação no Brasil. O modelo foi batizado de THDG, sigla para Trabalho/Hora com Direitos Garantidos, e entra no debate nacional sobre redução da jornada e fim da escala 6×1. Mas o que significa? O Moon BH simulou cenários reais.

O presidente da entidade, Nadim Donato, se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro, os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema e o deputado federal Reginaldo Lopes, autor da PEC 221/2019, uma das propostas que tratam da redução da jornada de trabalho.

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Como funcionaria o THDG

Pelo modelo apresentado, o trabalhador seria contratado com vínculo formal, mas com jornada definida por hora. A proposta não extingue as modalidades atuais de contratação e funcionaria como alternativa opcional para empresas e empregados.

A Fecomércio MG afirma que o modelo prevê bônus de 15% sobre o valor da hora normal do piso da categoria. Também haveria recebimento mensal antecipado dos reflexos trabalhistas e um limite de horas por semana em cada empresa.

A entidade defende que a medida poderia atender diferentes perfis de trabalhadores, como idosos que desejam reduzir carga horária, jovens que buscam mais flexibilidade e pessoas que hoje atuam na informalidade. Veja nossa simulação:

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Projeto horas trabalhadas fecomercio
Infográfico criado pelo Moon BH
Projeto horas trabalhadas fecomercio
Infográfico criado pelo Moon BH
Projeto horas trabalhadas fecomercio
Infográfico criado pelo Moon BH
Projeto horas trabalhadas fecomercio
Infográfico criado pelo Moon BH
Projeto horas trabalhadas fecomercio
Infográfico criado pelo Moon BH

Debate ocorre em meio à PEC da escala 6×1

A apresentação do THDG ocorre em um momento de avanço da discussão sobre a escala 6×1 no Congresso. Em maio, uma comissão especial da Câmara aprovou relatório que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

O texto aprovado é uma versão do relator para propostas que tratavam da redução de jornada, incluindo a PEC 221/2019, de Reginaldo Lopes, e a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton.

Pelo relatório aprovado na comissão, a transição ocorreria em duas etapas. Após 60 dias da promulgação, a jornada passaria de 44 para 42 horas semanais. Depois de 12 meses, cairia para 40 horas.

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A proposta ainda precisa avançar no processo legislativo. Por se tratar de emenda constitucional, exige votação em dois turnos e apoio qualificado na Câmara e no Senado.

Comércio e serviços acompanham impacto

O setor de comércio, serviços e turismo está entre os mais afetados pelo debate sobre jornada. Lojas, bares, restaurantes, hotéis, supermercados, shoppings, eventos e atividades de atendimento ao público costumam operar em horários estendidos, fins de semana e períodos de pico.

“Nosso projeto atende vários públicos, em especial os idosos, que querem reduzir a carga de trabalho sem perder benefícios ou querem voltar ao mercado; às mulheres que querem ter mais flexibilidade; e os mais jovens, que valorizam tempo livre para sua vida pessoal”, afirma o presidente da Fecomercio-MG, Nadim Donato.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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