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As 4 Startups de BH que já levantaram mais de R$ 140 milhões em 2026

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O auge da euforia dos anos anteriores ficou para trás. Em 2026, o mercado de Venture Capital é seletivo, avesso a riscos desnecessários e obcecado por três pilares: tese clara, receita recorrente e aplicação prática de Inteligência Artificial. Ainda assim, a fotografia do primeiro quadrimestre mostra que Belo Horizonte continua sendo um porto seguro para o capital de risco.

Longe de viver apenas das memórias de gigantes como Hotmart, Méliuz e Rock Content, a capital mineira já emplacou aportes de peso no ano.

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Confira o raio-x das rodadas anunciadas por startups nascidas ou conectadas a BH até meados de abril:

  • Azos (Setor de Seguros): A maior rodada do ano. A insurtech levantou R$ 125 milhões em uma Série C liderada pela Kaszek, Kevin Efrusy e Endeavor.
  • Morada.ai (Setor Imobiliário): A proptech captou mais de R$ 17 milhões com a Parceiro Ventures para integrar Inteligência Artificial à jornada de compra de imóveis.
  • Blis.AI (Setor de Turismo): Em estágio mais inicial, a traveltech garantiu R$ 1 milhão em rodada pré-seed para automatizar reservas via WhatsApp.
  • CareOn (Setor de Saúde): A healthtech atraiu capital estratégico e recebeu investimento do braço de Corporate Venture Capital da Afya (valor não revelado).

O peso do “Growth”: O caso da Azos

A super rodada da Azos prova que a cidade produz companhias capazes de dialogar com capital de crescimento (Série C), e não apenas apostas iniciais.

O dinheiro será usado para acelerar projetos de inteligência artificial. Os números da empresa justificam a aposta agressiva dos fundos: são 100 mil apólices ativas, R$ 307 milhões em prêmios anualizados e absurdos R$ 110 bilhões em capital segurado.

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A regra de 2026: IA aplicada a setores reais

Fundadores da startup morada ai
Fundadores da Morada AI – Ramon Azevedo, Poliana Longo, Luis Veloso, e Gabriel Maracaípe – Foto: Jéssica Faria

O aporte na Morada.ai traduz o “novo normal” dos investidores em Minas Gerais. Ninguém quer mais ideias genéricas. O dinheiro vai para soluções verticais e eficiência operacional mensurável.

A startup atende quase 200 incorporadoras (como Direcional e Patrimar) e usará o capital para integrar inteligência artificial e crédito imobiliário na ponta final da operação.

Na mesma linha de IA verticalizada surge a Blis.AI. Criada por empreendedores formados no Ibmec BH, a empresa foca em resolver uma dor específica: a automação de processos de viagens corporativas e cotações.

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Capital Estratégico: A maturidade do mercado

Fora do circuito tradicional de fundos, o investimento na CareOn mostra outra força de Belo Horizonte: a atração de capital estratégico das grandes corporações (Corporate Venture Capital). A empresa já publicou mais de 100 mil vagas para médicos e conectou profissionais a mais de 5 milhões de pacientes.

O recado para 2026 é claro: o volume de aportes pulverizados pode até cair, mas o dinheiro grande continua fluindo para fundadores mineiros que entregam produto validado e governança forte. O San Pedro Valley segue respirando — e faturando — muito bem.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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