As eleições de 2026 provocarão uma renovação pontual na composição da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) apenas dois anos após o pleito municipal. Quatro dos atuais 41 vereadores da capital conquistaram mandatos no último domingo (4) e deixarão o Legislativo municipal para assumir cadeiras na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ou na Câmara dos Deputados a partir de 2027.
O movimento confirmou a eleição de Pablo Almeida (PL), Iza Lourença (PSOL) e Flávia Borja (Podemos) para mandatos de deputados estaduais. Já o vereador Pedro Rousseff (PT) foi o único representante do atual plenário municipal a garantir uma vaga de deputado federal em Brasília.
A taxa de sucesso, contudo, foi baixa. Dos 41 vereadores de Belo Horizonte, 26 registraram candidaturas para tentar a transição para o Legislativo estadual ou federal neste ano. A aprovação de apenas quatro nomes representa um índice de sucesso de pouco mais de 15% entre os que tentaram a mudança de cargo.
Com as vacâncias confirmadas para o início do próximo ano, a Câmara de BH convocará os suplentes imediatos definidos pela ordem de votação do pleito municipal de 2024.
De vereador mais votado a terceiro da ALMG
A votação mais expressiva entre os parlamentares municipais foi registrada por Pablo Almeida (PL). Após quebrar o recorde histórico de Belo Horizonte em 2024, quando recebeu 39.960 votos para vereador, ele confirmou a eleição para a ALMG com 227.009 votos, encerrando a contagem como o terceiro deputado estadual mais votado de Minas Gerais.
A ida de Pablo para a Assembleia abre espaço para Dai Dias (PL). Ela conquistou 5.693 votos na disputa municipal de 2024, garantindo a primeira suplência da bancada liberal na capital.
Mudanças no PSOL e o retorno de Marcos Crispim
Na federação PSOL-Rede, a vaga será aberta pela eleição de Iza Lourença (PSOL). A parlamentar garantiu sua cadeira na Assembleia Legislativa com 104.524 votos. A suplência imediata pertence a Maria da Consolação (PSOL), que recebeu 5.269 votos em 2024. Conhecida por já ter disputado diferentes eleições majoritárias e proporcionais no estado, incluindo a corrida pela Prefeitura de Belo Horizonte, Maria assumirá seu primeiro mandato eletivo como titular.
No caso da vereadora Flávia Borja, eleita deputada estadual com aproximadamente 39,7 mil votos, a sucessão obedece a uma regra partidária específica. Embora atualmente filiada ao Podemos, Flávia foi eleita vereadora em 2024 pelo Democracia Cristã (DC). Como as vagas proporcionais pertencem às legendas ou federações pelas quais os candidatos foram diplomados na eleição original, a cadeira municipal retornará ao DC. O convocado será Marcos Crispim (DC), que obteve 8.727 votos em 2024. Crispim já exerceu mandato de vereador na capital e atualmente ocupa cargo no Executivo municipal.
Única vaga federal e a correção sobre Pedralva
A única mudança direcionada ao Congresso Nacional será protagonizada por Pedro Rousseff (PT). Oito vereadores da capital tentaram uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas apenas ele obteve sucesso, sendo eleito com 118.548 votos. Sua transferência para Brasília levará Luana de Souza (PT) de volta à Câmara Municipal. Luana recebeu 6.495 votos em 2024 e ocupa a primeira suplência da federação composta por PT, PV e PCdoB.
Como fica a composição da Câmara de BH:
| Vereador eleito deputado | Novo cargo | Quem assume na CMBH |
| Pablo Almeida (PL) | Deputado estadual | Dai Dias (PL) |
| Iza Lourença (PSOL) | Deputada estadual | Maria da Consolação (PSOL) |
| Flávia Borja (Podemos) | Deputada estadual | Marcos Crispim (DC) |
| Pedro Rousseff (PT) | Deputado federal | Luana de Souza (PT) |
Os vereadores eleitos mantêm integralmente as funções de seus mandatos municipais até a renúncia formal, exigida para a posse nos novos cargos no início de 2027. Logo após as vacâncias, a presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte oficializará a convocação dos respectivos suplentes.


