A corrida pelo Palácio Tiradentes em 2026 mobiliza não apenas propostas econômicas e alianças partidárias, mas também a paixão clubística que corre nas veias dos mineiros. Entre os nomes que disputam o Governo de Minas, o candidato do PT, Patrus Ananias, carrega consigo uma ligação sólida e de longa data com o Clube Atlético Mineiro. Longe de ser um mero recurso de campanha, a relação do ex-prefeito de Belo Horizonte com o Galo tem raízes profundas, entrelaçando-se com a história de sua família na política e com a própria estrutura institucional da agremiação alvinegra.
Patrus integra o levantamento mais recente do Moon BH sobre as preferências esportivas dos postulantes ao Executivo estadual, figurando ao lado de Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB) como um dos três representantes declaradamente atleticanos na disputa.
No entanto, o elo de Patrus com o clube vai além da presença em arquibancadas: o ex-ministro faz parte do seleto rol de personalidades agraciadas com o Galo de Prata, a mais tradicional comenda concedida pela diretoria do Atlético a personalidades e instituições que contribuíram de forma relevante para a construção, valorização e divulgação da história alvinegra.
Tio comandou o Conselho Deliberativo do Atlético
A paixão pelo clube alvinegro atravessa gerações na árvore genealógica de Patrus. Os registros históricos do estado guardam homenagens explícitas a esse vínculo. Em fevereiro de 2000, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou uma sessão solene em memória de Marum Patrus, tio de Patrus Ananias.
Nos anais da Casa legislativa, o discurso em homenagem a Marum destacou sua dedicação incondicional à instituição, registrando que ele chegou a ocupar a prestigiosa presidência do Conselho Deliberativo do Atlético. O documento da ALMG foi contundente ao descrever que, para o dirigente, “o Atlético era a religião”.
A histórica ponte com o ídolo João Leite na PBH
O futebol e a gestão pública já se cruzaram de maneira direta na trajetória administrativa de Patrus Ananias. Durante seu mandato como prefeito de Belo Horizonte (1993–1996), Patrus promoveu um gesto emblemático de conciliação entre política e esporte ao nomear o ex-goleiro e ídolo do Atlético João Leite para chefiar a Secretaria Municipal de Esportes.
A composição chamou a atenção na época — com ampla repercussão na imprensa nacional — pelo fato de João Leite pertencer a uma legenda de oposição ao Partido dos Trabalhadores. A aliança técnica e institucional colocou a vivência dos gramados a serviço das políticas públicas esportivas da capital.
Ao retornar à disputa majoritária pelo Palácio Tiradentes três décadas após administrar a capital, Patrus Ananias traz essa bagagem esportiva e familiar.


