A campanha de Mateus Simões (PSD) ao Governo de Minas Gerais já declarou R$ 1,952 milhão em receitas, e os primeiros dados da prestação de contas mostram uma arrecadação altamente concentrada. Praticamente todo o dinheiro registrado até agora veio do próprio PSD e de apenas três grandes doadores pessoas físicas.
O diretório estadual do PSD transferiu R$ 1 milhão, equivalente a 51,23% de tudo o que havia entrado na campanha. Outros R$ 950 mil vieram de três empresários: Alfonso de Castro Gonzalez, Lucas Miguel Simões de Almeida e José Maria Bortoli.
Somadas, essas quatro fontes respondem por R$ 1,95 milhão dos R$ 1,952 milhão arrecadados, ou aproximadamente 99,9% do total.
O levantamento do Moon BH foi feito nesta quinta-feira (20) a partir dos dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Maior doador privado é executivo da Transpes
A maior contribuição de uma pessoa física foi feita por Alfonso de Castro Gonzalez: R$ 500 mil, o equivalente a 25,61% de toda a arrecadação da campanha até agora.
Alfonso é um dos principais nomes do setor de transportes e infraestrutura de Minas Gerais. Ele aparece como diretor da Transportes Pesados Minas S.A., a Transpes, companhia sediada em Betim e fundada em 1966.
Irmão de Mateus Simões doa R$ 250 mil
A segunda maior doação privada traz uma ligação ainda mais direta com o candidato. Lucas Miguel Simões de Almeida doou R$ 250 mil, ou 12,81% de todos os recursos registrados até o momento.
Lucas é o irmão mais novo de Mateus Simões. Os dois ficaram órfãos ainda adolescentes e passaram a viver com a avó materna em Belo Horizonte. A relação familiar aparece inclusive em registros biográficos recentes do atual governador.
R$ 200 mil vêm de um dos gigantes do agronegócio
O terceiro grande doador particular não é mineiro e está ligado a um dos maiores grupos agrícolas do país.
José Maria Bortoli, conhecido no agronegócio como Zeca Bortoli, destinou R$ 200 mil à candidatura de Simões, correspondentes a 10,25% da arrecadação total registrada.
A menor contribuição do ranking é financeiramente discreta, mas politicamente chama atenção. Luísa Cardoso Barreto doou R$ 2 mil.
Pessoas físicas colocaram R$ 952 mil na campanha
Retirado o R$ 1 milhão transferido pelo PSD, as contribuições de pessoas físicas somam R$ 952 mil.
Dentro desse universo, Alfonso responde sozinho por cerca de 52,5%. Lucas, por aproximadamente 26,3%, e Bortoli, por outros 21%. Luísa responde pela pequena parcela restante.
A concentração ainda é uma fotografia inicial da campanha. As receitas podem crescer substancialmente até a eleição, especialmente com novas transferências partidárias, recursos do Fundo Eleitoral e outras doações.


