A corrida eleitoral no estado de Minas Gerais contará com mais um termómetro estatístico de grande envergadura nas horas que antecedem a abertura das urnas. A Quaest fez o registo oficial de uma nova sondagem eleitoral. O estudo tem a sua data de divulgação agendada para o dia 3 de outubro de 2026, o dia de véspera da votação das Eleições Gerais 2026.
O levantamento foca-se em medir as intenções de voto dos eleitores para os cargos majoritários de Governador e Senador. De acordo com as informações públicas disponibilizadas no sistema PesqEle Público do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sondagem está identificada pelo número de registo MG-06889/2026. A submissão deste processo decorreu no dia 27 de setembro de 2026.
Amostra robusta e trabalho de campo intensivo
Um dos pontos que mais se destacam neste registo é a dimensão da base de dados planeada. A Quaest determinou que serão entrevistados 3.204 eleitores no estado de Minas Gerais. Trata-se de uma amostragem significativamente ampla, o que permite aos analistas trabalharem com uma margem de erro mais reduzida e projetarem uma leitura mais estratificada dos diferentes perfis demográficos e regionais.
Para atingir este elevado volume de inquéritos, o trabalho de campo será executado num formato expresso e altamente concentrado. A data de início da pesquisa no terreno está fixada para o dia 2 de outubro de 2026. A recolha das respostas terminará no dia seguinte, na data de término estabelecida para 3 de outubro de 2026, o que significa que as equipas nas ruas farão o levantamento em simultâneo com o período estipulado para a publicação dos resultados.
Esta janela de recolha, limitada às últimas 48 horas de campanha, garante que o estudo absorva todo o impacto dos debates televisivos finais, das últimas inserções de propaganda nos canais abertos e das movimentações de rua que ocorrem na derradeira semana antes da ida às urnas.
Pesquisa Quaest em Minas custará R$ 445 mil
O custo associado a uma operação de recolha no terreno com mais de três mil inquiridos reflete-se no orçamento declarado à Justiça Eleitoral brasileira. O valor global do estudo cifra-se em R$ 445.356,00. O formulário oficial indica expressamente que a pesquisa não é realizada com recursos próprios. Este dado confirma que a execução do inquérito foi encomendada e financiada por uma entidade terceira, uma prática recorrente no mercado de comunicação social durante os ciclos eleitorais.
A publicação de uma sondagem de véspera com a abrangência demonstrada pelo registo da Quaest assume um papel determinante na cristalização do voto em Minas Gerais. Numa disputa para o cargo de Governador, onde as margens estatísticas podem ditar a resolução do pleito logo na primeira volta, os números finais servem frequentemente como ferramenta para a aplicação do “voto útil” por parte do eleitorado indeciso.
Simultaneamente, a medição para o cargo de Senador revela-se de extrema complexidade. Como as Eleições Gerais 2026 exigem a escolha de dois representantes para a câmara alta, a sondagem terá a difícil missão de clarificar o nível de consolidação das duas escolhas individuais de cada votante.


