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Falcão desmente rompimento entre Cleitinho e Marcelo Aro: “Relação muito boa”

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O candidato a vice-governador Luís Eduardo Falcão (Republicanos) negou publicamente que Cleitinho Azevedo (Republicanos) tenha rompido a aliança política com Marcelo Aro (PP), candidato ao Senado. O distanciamento repentino entre os dois políticos nos últimos dias gerou especulações sobre o fim do acordo, mas a coordenação da campanha apresentou uma explicação focada na cautela jurídica: as candidaturas pertencem, formalmente, a coligações adversárias e precisam evitar manobras de opositores que busquem tirar Cleitinho da disputa judicialmente.

De acordo com apuração do Moon BH, adversários políticos estariam monitorando a aliança informal para encontrar eventuais brechas legais que pudessem comprometer a chapa do Republicanos. Falcão sustenta que a relação pessoal e política entre Cleitinho e Aro permanece inabalada, mas que o cuidado redobrado agora recai sobre a forma como os dois aparecem em agendas públicas, materiais gráficos e atos eleitorais conjuntos.

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A declaração oficial do vice-governador rebate diretamente as informações publicadas em páginas de redes sociais. Citando supostas fontes dentro do Republicanos, as páginas noticiaram que Cleitinho teria retirado seu apoio a Aro após uma reunião interna, pressionado por familiares e aliados políticos que exigiam um afastamento do ex-secretário do governo Romeu Zema.

Falcão assume a coordenação geral da campanha

A negativa de rompimento ganha um peso institucional significativo porque Luís Eduardo Falcão não é mais apenas o candidato a vice na chapa. Nesta terça-feira (18), Cleitinho entregou a ele o posto de coordenador-geral de toda a sua campanha.

A partir de agora, Falcão passa a ser o principal responsável por ditar os rumos das agendas, organizar reuniões estratégicas e costurar as articulações de apoio político em todo o estado. Com a nova atribuição, a justificativa de que a ausência de fotografias conjuntas não representa uma ruptura parte, neste momento, da autoridade máxima na condução tática da chapa.

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A linha tênue da Justiça Eleitoral

É nesse cruzamento de interesses que a explicação de Falcão se sustenta. Para a Justiça Eleitoral, as coligações são alianças formais e temporárias para cargos majoritários, com regras rígidas que regulamentam a produção de propaganda, a arrecadação de fundos, a distribuição do tempo de TV e a prestação de contas dos gastos de campanha.

Embora a legislação não proíba expressamente que candidatos de grupos adversários mantenham uma boa relação ou declarem preferências pessoais, o cruzamento da estrutura oficial de campanha é passível de punição.

A confecção de materiais gráficos conjuntos, o compartilhamento de despesas em eventos ou o uso de recursos de uma campanha em favor de outra que pertença a uma coligação distinta podem gerar contestações severas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Portanto, o congelamento das agendas em dupla seria uma blindagem para evitar que adversários construam teses jurídicas de irregularidade contra o Republicanos.

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Uma aliança de apenas dez dias

A hipótese de um rompimento total também é vista com ressalvas pela velocidade vertiginosa dos acontecimentos. Há menos de duas semanas, no dia 7 de agosto, Marcelo Aro subiu no palanque em Divinópolis, ao lado de Cleitinho e Falcão, para celebrar a reviravolta que confirmou a candidatura do senador. Naquela mesma praça, Cleitinho retribuiu o gesto, carimbando Aro como o seu nome de confiança para o Senado.

Dias depois, o Republicanos optou por não lançar nenhum candidato ao Senado, enquanto a federação de Aro permaneceu presa à chapa de Mateus Simões. Com isso, o apoio cruzado tornou-se politicamente viável, mas juridicamente arriscado.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.