HomePolítica e PoderCleitinho ainda tentará ser candidato e irmão gêmeo vira plano B

Cleitinho ainda tentará ser candidato e irmão gêmeo vira plano B

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O senador Cleitinho Azevedo ainda não jogou a toalha na disputa pelo Palácio Tiradentes. Apesar do veto público e enérgico da direção nacional do Republicanos, o parlamentar aposta nos bastidores e nas brechas regimentais para reverter a decisão antes do registro definitivo das chapas na Justiça Eleitoral. Seu irmão gêmeo, também pode aparecer, como já mostrou o Moon BH.

O xadrez partidário criou uma janela inusitada: o Republicanos decidiu que lançará candidatos próprios ao governo, vice e Senado, mas encerrou o prazo das convenções na quarta-feira (5) sem preencher os nomes na ata. A missão de completar o documento foi delegada ao comando estadual da sigla, presidido pelo deputado federal Euclydes Pettersen, que tem até as 19h do dia 15 de agosto para definir os escolhidos.

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É exatamente nessa lacuna que mora a esperança de Cleitinho.

Diretório mineiro do Republicanos sob pressão

A direção do Republicanos em Minas Gerais recebeu “amplos poderes” para definir os cargos majoritários. Para os aliados do senador, essa é a brecha perfeita para recolocá-lo na cabeça de chapa. Caso o diretório estadual oficialize Cleitinho, a Executiva Nacional precisaria realizar uma intervenção direta em Minas para derrubar a decisão.

Embora Pettersen não tenha confirmado o nome do senador formalmente, a pressão interna é gigantesca. Dirigentes e candidatos a deputado (estadual e federal) estruturaram suas campanhas contando com Cleitinho como o grande “puxador de votos”. Nos bastidores, filiados avaliam que a ausência do senador faz a chapa proporcional do partido simplesmente “ruir”.

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Falcão: o adversário que quer voltar a ser vice

A estratégia do grupo mineiro desenhou um cenário incomum. O nome mais forte para preencher provisoriamente a vaga ao governo na ata é o de Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e amigo pessoal de Cleitinho.

Falcão havia se filiado ao partido justamente para ser o candidato a vice na chapa do senador. Após o veto nacional, ele divulgou um vídeo afirmando que defenderia o colega “até o final”.

A tática é a seguinte: Falcão atua como um candidato “estepe” ao governo, preservando a exigência do Republicanos de ter uma chapa própria. Se Cleitinho conseguir convencer a direção estadual a oficializá-lo até o dia 15, Falcão recua e volta à sua posição original de vice. Assim, o partido não fecha as portas para a reviravolta.

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O maior obstáculo à cartada final é o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. Durante a convenção nacional do partido, Cleitinho chegou a interromper o evento pedindo publicamente uma reconsideração do veto.

A resposta de Pereira foi dura: classificou como “irresponsável” entregar o governo do segundo maior estado do país a alguém que muda de posição em poucas horas. A crítica fez referência ao episódio ocorrido às vésperas da convenção, quando Cleitinho anunciou, muito emocionado, que desistiria da candidatura para cuidar da saúde mental e da família após a trágica morte de seu irmão, Matheus Azevedo, em 18 de julho. No dia seguinte, o senador voltou atrás.

A carta na manga: Gleidson Azevedo

Caso o veto a Cleitinho se torne instransponível e Falcão não consiga unificar a legenda, o grupo político mantém uma alternativa familiar no radar: Gleidson Azevedo, irmão gêmeo do senador.

Como revelado pelo Moon BH em 2 de julho, Gleidson chegou a ser avaliado como um “plano B” imediato para o governo. Embora ele tenha sido referendado na convenção para concorrer a deputado federal (e cogitado para o Senado), seu nome segue disponível na prateleira como uma alternativa de emergência para manter o capital político da família Azevedo na disputa estadual.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.