No exato momento em que trava uma batalha interna contra o próprio partido para viabilizar sua candidatura, o senador Cleitinho Azevedo desponta como líder isolado na corrida pelo cobiçado Palácio Tiradentes.
A mais recente pesquisa eleitoral do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (30 de julho), aponta o parlamentar com robustos 36% das intenções de voto no cenário principal de primeiro turno. Cleitinho também varre a concorrência em todas as simulações de segundo turno testadas, abrindo vantagens confortáveis que oscilam entre 12 e 22 pontos percentuais.
O levantamento injeta uma pressão sobre a cúpula do Republicanos. Após meses de indefinição, a direção partidária chegou a anunciar que não pretende homologar o nome do senador na disputa estadual. Cleitinho, em resposta, bancou que continuará o trabalho de convencimento da legenda e cravou que seu nome estará nas urnas para governador.
A liderança folgada no primeiro turno
No cenário estimulado com o maior número de candidatos, Cleitinho registra 36%, o que representa mais que o dobro das intenções de voto do segundo colocado, o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), que anotou 15%.
O candidato petista Patrus Ananias aparece logo em seguida com 14%, indicando um empate técnico com Kalil (a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais). O atual governador, Mateus Simões, soma 10%, seguido por Gabriel Azevedo (MDB), com 7%.
Cenário principal de 1º turno:
| Candidato | Intenção de voto |
| Cleitinho Azevedo | 36% |
| Alexandre Kalil | 15% |
| Patrus Ananias | 14% |
| Mateus Simões | 10% |
| Gabriel Azevedo | 7% |
| Vittorio Medioli | 3% |
| Maria da Consolação | 3% |
| Indira Xavier | 1% |
| Ben Mendes | 1% |
| Túlio Lopes | 1% |
| Rafael Duda | 1% |
| Branco/Nulo | 4% |
| Não sabe/Não respondeu | 5% |
Mesmo com a troca de candidatos do PL nas simulações (testando Vittorio Medioli e Flávio Roscoe), o desempenho do senador oscila minimamente, fixando-se entre 37% e 38%.
Apesar do amplo favoritismo, os números atuais não garantem uma vitória de Cleitinho já no dia 4 de outubro. A legislação exige mais de 50% dos votos válidos para encerrar o pleito no primeiro turno. O senador ainda não atinge esse patamar, mesmo desconsiderando brancos, nulos e indecisos.
Vantagem esmagadora no segundo turno
Quando a disputa afunila para os confrontos diretos, Cleitinho passeia sobre os principais oponentes, abrindo vantagens superiores à margem de erro em todas as simulações:
- Cleitinho (48%) x Patrus Ananias (36%): Vantagem de 12 pontos.
- Cleitinho (47%) x Alexandre Kalil (33%): Vantagem de 14 pontos.
- Cleitinho (49%) x Mateus Simões (27%): Cenário mais elástico, abrindo 22 pontos de frente contra o atual governador.
A comparação com os dados do próprio instituto colhidos em maio aponta para uma forte estabilidade na ponta. Cleitinho oscilou de 35% para 36% no primeiro turno e manteve distâncias semelhantes nas simulações de segundo turno. Trata-se de um cenário consolidado, sem solavancos estatísticos.
A eleição sem Cleitinho: um cenário embolado
A maior prova do peso eleitoral do senador ocorre no cenário em que seu nome é excluído do disco da pesquisa. Sem Cleitinho na jogada, a eleição se torna uma corrida absolutamente aberta e pulverizada.
Alexandre Kalil assume a liderança numérica com 20%, empatado tecnicamente com Patrus Ananias (17%). A novidade fica por conta da estreia de Marcelo Aro, que surge com 15%, encostando rapidamente nos dois ponteiros. Mateus Simões marca 10% e Gabriel Azevedo registra 8%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores presencialmente em Minas Gerais entre os dias 25 e 29 de julho. O estudo tem nível de confiança de 95% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-06475/2026.


