Pais e responsáveis por alunos da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte já podem consultar pela internet as datas de reposição das aulas afetadas pela greve dos professores. A Prefeitura de Belo Horizonte lançou uma página que mostra o calendário específico de cada estudante, considerando os dias em que a turma foi realmente impactada pela paralisação.
A ferramenta foi anunciada nesta segunda-feira, 20 de julho, e está disponível no portal da PBH, dentro da área dedicada ao Calendário Escolar. Para fazer a consulta, o responsável precisa informar os próprios dados e as informações do estudante matriculado na rede municipal.
Neste primeiro momento, o sistema apresenta apenas o calendário de reposição referente a julho de 2026. As datas dos demais períodos serão incluídas posteriormente. A Prefeitura orienta as famílias a acompanharem as atualizações e manterem contato com a escola, já que os cronogramas ainda podem sofrer alterações.
Como consultar o calendário de reposição?
A consulta deve ser feita na página de Calendário Escolar da Secretaria Municipal de Educação. No espaço identificado como “Consulta ao Calendário de Reposição – Julho/2026”, o usuário é direcionado ao sistema desenvolvido para informar as datas de cada aluno.
O acesso é exclusivo para responsáveis por estudantes matriculados nas escolas municipais de Belo Horizonte. Depois de preencher os dados solicitados, a família consegue verificar quais dias de paralisação afetaram a turma e quando cada aula será reposta.
A consulta pode ser resumida nos seguintes passos:
- Acessar a área de Calendário Escolar no portal da PBH;
- Selecionar a opção de consulta ao calendário de reposição de julho;
- Informar os dados do responsável;
- Preencher as informações do estudante;
- Conferir os dias sem aula e as respectivas datas de reposição;
- Confirmar o cronograma com a unidade escolar.
Mesmo depois de acessar o sistema, os responsáveis devem verificar as informações diretamente com a escola. A própria página informa que o cronograma pode ser modificado de acordo com a organização de cada unidade ou turma.
Por que não existe um calendário único?
A greve não afetou todas as escolas, turmas e etapas de ensino da mesma maneira. Enquanto alguns estudantes tiveram vários dias sem aula, outros foram atingidos por períodos menores ou mantiveram parte das atividades normalmente.
Por esse motivo, a Secretaria Municipal de Educação não elaborou um calendário único para toda a rede. A reposição foi organizada individualmente, levando em consideração as datas de paralisação registradas em cada turma.
A diretora de Organização das Redes Própria e Parceiras, Jussara Miranda Quintão, afirmou que a ferramenta ajuda as famílias a acompanharem a vida escolar dos estudantes.
“Essa ferramenta amplia a transparência e ajuda os responsáveis a se organizarem”, declarou a diretora.
A medida procura evitar que pais e responsáveis precisem depender apenas de comunicados impressos ou mensagens enviadas pelas escolas. Ainda assim, as unidades de ensino continuam sendo o principal canal para confirmar horários e possíveis mudanças.
Reposição pode acontecer até 2027
A maior parte das aulas será reposta durante os recessos escolares de julho e outubro. Dependendo da quantidade de dias parados e da etapa de ensino, também poderão ser utilizados sábados letivos e dias do mês de dezembro.
Em situações excepcionais, algumas turmas poderão continuar a reposição no início de 2027. A possibilidade vale principalmente para os casos em que não houver tempo suficiente para cumprir o planejamento ainda em 2026.
A Secretaria Municipal de Educação afirma que o cronograma foi elaborado a partir de três pontos: assegurar o direito à aprendizagem, respeitar a jornada dos profissionais e reduzir os impactos da reposição na rotina das famílias.
A organização varia conforme a idade dos estudantes e a etapa escolar. Crianças de 0 a 3 anos devem ter a maior parte das atividades repostas durante o recesso de julho. Caso seja necessário, poderão ser utilizados dias de outubro e dezembro. A previsão da Prefeitura é que, de forma geral, essa etapa seja concluída ainda em 2026.
Como fica a Educação Infantil?
Para as turmas de crianças de 4 e 5 anos, a reposição poderá ocorrer nos recessos de julho e outubro, além de datas em dezembro.
Algumas turmas de crianças de 5 anos poderão ter aulas aos sábados. A prioridade será garantir que os estudantes consigam concluir a Educação Infantil antes da matrícula no Ensino Fundamental em 2027, especialmente quando houver mudança para outra rede de ensino.
Quando a reposição não puder ser encerrada neste ano, algumas atividades poderão continuar entre os dias 10 e 28 de fevereiro de 2027. A aplicação dessa medida dependerá da situação de cada turma.
Reposição no Ensino Fundamental
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano, as aulas também serão concentradas nos recessos de julho e outubro.
Turmas do 5º ano que precisem concluir a etapa antes da transferência para outra escola poderão ter sábados letivos ou datas complementares. A intenção é impedir que o calendário de reposição prejudique a continuidade dos estudos.
O modelo será semelhante para os anos finais, do 6º ao 9º ano. Algumas turmas do 9º ano poderão utilizar sábados ou estender a reposição até fevereiro de 2027, especialmente por causa da transição dos estudantes para o Ensino Médio.
Na Educação de Jovens e Adultos, a organização será diferente. As sextas-feiras passarão a ser consideradas dias letivos para a reposição das atividades.
Greve durou 45 dias em Belo Horizonte
A paralisação dos trabalhadores da educação municipal começou em 27 de abril. A categoria decidiu encerrar a greve em assembleia realizada no dia 10 de junho, depois de 45 dias de movimento.
Durante a mobilização, o Sind-Rede/BH apresentou reivindicações relacionadas à carreira, aos salários, às condições de trabalho e à participação de profissionais concursados nas atividades pedagógicas. Também houve divergências com a Prefeitura sobre o corte de ponto dos grevistas e as condições para a reposição dos dias parados.
Depois do encerramento, a Secretaria Municipal de Educação encaminhou às escolas as diretrizes gerais para a reorganização do ano letivo. Como a adesão à greve variou entre as unidades, cada escola precisou preparar um planejamento próprio para as turmas afetadas.
A nova página reúne essas informações e permite uma consulta individual. A orientação para as famílias é acessar regularmente o sistema, acompanhar os comunicados enviados pelas escolas e confirmar diretamente com a unidade qualquer alteração nas datas previstas.


