O ex-deputado Marcelo Aro também entra na lista de nomes que precisam deixar a televisão por causa da eleição de 2026. Pré-candidato ao Senado por Minas Gerais, ele comandava o quadro Blitz Record, no Balanço Geral, da Record Minas, com foco em direito do consumidor. Aro é jornalista de formação, advogado e ex-deputado federal.
Também foi secretário de Estado no governo de Minas e deixou o cargo em abril para disputar vaga no Senado. Com a regra eleitoral, a saída da função pública não basta. A exposição na TV também precisa ser interrompida a partir do prazo legal estabelecido para o período pré-eleitoral.
O formato do quadro colocava Aro em contato direto com casos populares do cotidiano: produto com defeito, serviço mal prestado, plano de saúde, companhia aérea, fornecedor de bairro e situações em que o cidadão se sentia lesado. Era um modelo de comunicação simples, televisivo e eleitoralmente forte.
Do consumidor ao Senado
O Blitz Record ajudava Aro a ocupar um espaço parecido com o de políticos que construíram fama nacional defendendo o consumidor na televisão. O quadro resolvia problemas de consumidores que não conseguiram encontrar solução em conflitos com empresas, que geralmente, estavam em conflito com o código de defesa do consumidor.
Esse tipo de visibilidade é relevante em uma disputa majoritária como a do Senado. Para esse cargo, o eleitor vota em nomes conhecidos em todo o estado, e a televisão ajuda a encurtar a distância entre candidato e eleitor, especialmente quando a linguagem usada no programa é popular e voltada a problemas do dia a dia.
O cenário da disputa para Aro
Aro entra na campanha com apoio de parte da base governista e tenta ocupar uma das duas vagas mineiras no Senado. A disputa, porém, deve ser apertada. Ele entra como um dos nomes fortes da centro-direita.
A partir de agora, o desafio de Marcelo Aro será mostrar a imagem de defensor do consumidor construída ao longo dos anos no Balanço Geral. Um de seus principais pilares, a defesa de crianças com doenças raras e suas mães e pais, deverá ser uma de suas causas defendidas na disputa.
O jornalista criou a Casa de Maria, uma instituição em Belo Horizonte focada em apoiar famílias com crianças especiais carentes.
Em pesquisa Real Time Big Data, ele apareceu em segundo lugar, junto de Marília Campos, na disputa que deve contar com Aécio Neves, Domingos Sávio, Carlos Viana e Áurea Carolina. Neste ano o eleitor escolherá dois representantes. Cleitinho, o terceiro senador por Minas Gerais, tem mais 4 anos de mandato.
O caso de Aro se soma ao de outros comunicadores mineiros que também precisaram deixar emissoras de rádio e TV diante da mesma regra eleitoral neste ciclo. A restrição eleitoral existe justamente para impedir esse tipo de desequilíbrio.





