A corrida para as duas vagas ao Senado por Minas Gerais em 2026 promete ser decidida nos detalhes — e na capacidade de transferência de votos. Um levantamento do instituto Real Time Big Data, encomendado pela Record, revela um dado estratégico que pode mudar o jogo na ala conservadora: Marcelo Aro (PP) aparece como o candidato mais competitivo da direita quando se somam a primeira e a segunda opção de voto dos eleitores.
A Matemática da Virada: Marcelo Aro 24% x Viana 23%
Na disputa pelas duas cadeiras, o eleitor vota duas vezes. Por isso, a soma das intenções é o termômetro real de viabilidade. Veja como fica o cenário da direita segundo os dados:
- Marcelo Aro (PP): Tem 12% no primeiro voto e mantém 12% no segundo. Total: 24%.
- Carlos Viana (Podemos): Tem 15% no primeiro voto, mas cai para 8% no segundo. Total: 23%.
- Domingos Sávio (PL): Tem 7% no primeiro e 6% no segundo. Total: 13%.
O gráfico mostra que Aro é o candidato com maior potencial de crescimento. Enquanto Viana perde fôlego (o eleitor dele vota nele e “some”), o eleitor de outros candidatos migra massivamente para Aro como segunda opção, garantindo-lhe a liderança no campo conservador.
Na pesquisa anterior, ele tinha 18% na somatória do 1° e 2° voto, um crescimento de 6% em três meses. Já Viana, no melhor cenário, chegou a registrar 25%, uma queda de 2%.
Marília Campos lidera esquerda
No panorama geral, incluindo a esquerda e o centro, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), desponta como favorita isolada, impulsionada pelo recall de sua gestão e pela base petista:
- Marília Campos (PT): 21% (1ª opção) + 13% (2ª opção) = 34%.
Na pesquisa anterior Marília somava 22%.
Direita precisará concentrar votos
As recentes pesquisas mostram uma tendência de dois senadores eleitos em campos diferentes. Enquanto na esquerda Marília é a franca favorita, a direita deverá conseguir apenas uma cadeira. Por isto o eleitor de direita precisará focar os votos em um único candidato, para eleger um senador do campo conservador.