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Palmeiras insiste em Nino e pode abrir espaço para ex-Atlético sair na janela

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O Palmeiras segue interessado na contratação de Nino, zagueiro do Zenit, e esse movimento pode influenciar diretamente o futuro de Bruno Fuchs. O Internacional monitora a situação do defensor alviverde e pode ganhar caminho mais aberto caso o clube paulista avance pelo ex-capitão do Fluminense.

A situação ainda depende de negociação. Nino tem contrato com o Zenit até junho de 2028, e o clube russo não trata a saída como simples. O Palmeiras já demonstrou disposição para fazer investimento alto, mas a pedida russa segue como o principal obstáculo.

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Segundo a ESPN, o clube paulista aceitou pagar R$ 87,5 milhões pelo zagueiro, mas o Zenit pediu mais. O valor coloca a operação em patamar elevado para um defensor de 29 anos, mesmo com currículo consolidado no futebol brasileiro e experiência internacional.

Nino é tratado como reforço pronto

A busca por Nino indica que o Palmeiras procura um zagueiro de resposta imediata. O jogador tem 1,88 m, é destro, foi campeão da Libertadores pelo Fluminense em 2023 e está no Zenit desde janeiro de 2024. Pelo Transfermarkt, seu valor de mercado atual é de 10 milhões de euros, cerca de R$ 60 milhões.

O Zenit pagou 5 milhões de euros ao Fluminense, aproximadamente R$ 27 milhões na época. A transferência foi viabilizada por cláusula que permitia saída para o exterior acima desse valor, segundo o ge.

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A valorização desde então ajuda a explicar a postura russa. O jogador chegou por valor relativamente baixo para o mercado europeu, tem contrato longo e se manteve em nível competitivo. Para liberá-lo agora, a tendência é que o Zenit exija prêmio relevante.

Por que o Palmeiras quer outro zagueiro

Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

O elenco de Abel Ferreira tem opções para a defesa, mas a busca por um nome como Nino mostra preocupação com regularidade, liderança e encaixe imediato. O treinador costuma valorizar zagueiros com boa leitura, segurança na saída e capacidade de defender em linha alta.

Nino se encaixa nesse perfil. No Fluminense, tornou-se referência pela construção desde trás, bom passe curto, liderança e controle de profundidade. Não é apenas um zagueiro de área. Participa da circulação da bola e costuma tomar decisões com calma sob pressão.

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Esse tipo de defensor combina com um time que quer propor jogo, pressionar e manter estrutura mesmo em partidas grandes. Em jogos de Libertadores e mata-mata, a experiência também pesa.

Bruno Fuchs pode perder espaço

O jogador Bruno Fuchs, da SE Palmeiras, em jogo
O jogador Bruno Fuchs – Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

A eventual chegada de Nino teria efeito direto sobre Bruno Fuchs. O zagueiro chegou ao Palmeiras vindo do Atlético-MG e aparece como peça de rotação no setor. Pelo Transfermarkt, o defensor tem valor de mercado de 3 milhões de euros, cerca de R$ 18 milhões.

O Internacional observa a situação porque conhece o jogador. Bruno foi revelado no clube gaúcho antes de ser negociado com o CSKA Moscou, em 2020. Uma volta ao Beira-Rio faria sentido esportivo se ele tiver menos espaço no elenco paulista.

Para o Palmeiras, a saída só tende a avançar se a reposição estiver bem encaminhada. Liberar um defensor antes de fechar outro nome aumentaria o risco em um calendário com Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil.

O que mudaria na zaga de Abel

Com Nino, Abel ganharia mais um zagueiro de hierarquia para disputar posição entre os titulares. Dessa forma a tendência seria uma briga direta por espaço com nomes já consolidados, dependendo da fase física, suspensões e calendário.

A chegada também permitiria ao treinador rodar mais o setor sem perder qualidade. Em temporadas longas, esse ponto é importante. Zagueiros acumulam cartões, sofrem desgaste e precisam de ritmo para jogos decisivos.

Bruno Fuchs, por outro lado, poderia buscar minutos em outro clube. No Inter, teria identificação, conhecimento do ambiente e possibilidade de competir por protagonismo. Para ele, uma saída pode ser interessante se o cenário no Allianz indicar menor participação no segundo semestre.

A conta financeira pesa

A operação por Nino não seria barata. A oferta de R$ 87,5 milhões já colocaria o zagueiro entre as contratações caras do futebol brasileiro na temporada. Se o Zenit pedir mais, o Palmeiras terá de avaliar até onde vale ir.

O ponto central é custo-benefício. Nino entrega experiência, qualidade e adaptação provável ao futebol brasileiro. Mas tem 29 anos e não se encaixa no perfil clássico de ativo jovem para revenda futura. Seria contratação de desempenho, não de valorização.

Isso explica a necessidade de uma possível saída paralela. Se Bruno Fuchs for negociado ou emprestado com compensação, o clube reduz excesso no setor, libera espaço na folha e reorganiza a hierarquia defensiva.

Inter pode se beneficiar da janela

Para o Internacional, a situação é uma oportunidade. O clube gaúcho monitora o mercado por defensores e pode encontrar em Bruno um nome conhecido, ainda em idade competitiva e com experiência internacional.

O formato da negociação será decisivo. Um empréstimo poderia ser mais simples se o Palmeiras quiser manter controle sobre o ativo. Uma venda definitiva dependeria do valor pedido e do planejamento alviverde para o setor.

A decisão também passa pelo próprio jogador. Sendo assim, se perceber que terá pouca minutagem, a volta ao clube formador pode ganhar força. Se Abel indicar que contará com ele, a permanência segue possível.

Cenário mais provável

O cenário mais provável é que o Palmeiras tente avançar primeiro por Nino antes de definir a situação de Bruno Fuchs. A diretoria não deve enfraquecer o elenco sem garantia de reposição.

Se o acordo com o Zenit sair, a chance de saída para o Internacional cresce. Se a negociação pelo ex-Fluminense travar, a tendência é manter o grupo atual por mais tempo.

A janela, portanto, coloca o clube diante de uma escolha de perfil. Nino representa experiência, liderança e resposta imediata. Bruno oferece opção de elenco, conhecimento do futebol brasileiro e valor de mercado menor. Por fim, o movimento final dependerá da disposição financeira alviverde e da flexibilidade russa para negociar.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.

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