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Palmeiras teme chapéu do Boca Juniros por Almada e corre risco de perder reforço de R$ 125 milhões

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O Palmeiras está muito perto de sofrer uma dura derrota nos bastidores do mercado da bola. O sonho do técnico Abel Ferreira em contar com o meia-atacante Thiago Almada esbarrou em uma investida agressiva do Boca Juniors. O clube argentino enviou representantes à Espanha para avançar nas negociações com o Atlético de Madrid, transformando o retorno à terra natal no destino mais provável do astro de 25 anos.

A movimentação internacional altera completamente o planejamento estratégico montado na Academia de Futebol. Almada não era visto apenas como mais um reforço para compor elenco.

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Ele era a peça cirúrgica escolhida para elevar o teto criativo do Verdão. A missão era resolver a escassez de imprevisibilidade no terço final do campo na janela mais decisiva do ano.

Com a entrada do gigante argentino no circuito, a diretoria alviverde vê o controle da operação escapar. A disputa deixou de ser puramente financeira e entrou em um território onde o Palmeiras não tem poder de fogo: o forte apelo emocional.

A engenharia financeira frustrada de R$ 125 milhões

O flerte entre o Palmeiras e o meio-campista não é uma novidade de momento. O clube monitora a situação do atleta de perto desde que ele brilhou de forma incontestável no futebol brasileiro, sendo o maestro do Botafogo nas conquistas de 2024.

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Segundo levantamento do Moon BH, o Verdão chegou a abrir os cofres de forma agressiva no início do ano. A proposta enviada ao Atlético de Madrid girava em torno de 20 milhões de euros (cerca de R$ 125 milhões na época).

Foto: Reprodução – Grok

A oferta visava adquirir 50% dos direitos econômicos do atleta. A engenharia financeira alviverde tentava dividir o risco da operação, mantendo o jogador na vitrine para uma futura revenda em conjunto com os espanhóis.

No entanto, o Atlético de Madrid fez jogo duro. De acordo com arquivos da agência Reuters, os europeus haviam desembolsado 21 milhões de euros em 2025 para tirar o argentino do Rio de Janeiro, amarrando-o em um contrato longo até 2030.

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Naquele período inicial, o técnico Diego Simeone ainda contava com o atleta em sua rotação europeia. O próprio Almada chegou a declarar que seu foco era conquistar espaço na Espanha. Contudo, a escassez de minutos nos últimos meses virou o tabuleiro do mercado.

O “fator Bombonera” e a vitrine de Seleção

É neste exato ponto de inflexão que o Boca Juniors assume a liderança das tratativas. Conforme radiografia de mercado do Moon BH ancorada em informações da rede RTI Esporte, a delegação Xeneize viajou a Madrid com um trunfo irresistível.

O Boca oferece a Almada o protagonismo absoluto e a chave do time. Para um jogador argentino, já campeão mundial no Catar, atuar na Bombonera significa estar sob os holofotes ininterruptos da imprensa local.

Essa superexposição é o atalho mais seguro para se manter no radar do técnico Lionel Scaloni. A um pulo da Copa do Mundo de 2026, garantir minutagem contínua como a grande estrela de seu país pesa muito mais do que um projeto puramente financeiro no Brasil.

No Palmeiras, Almada dividiria as glórias e as responsabilidades em um elenco já recheado de caciques. No Boca, ele desembarcaria como o grande rosto do projeto esportivo nacional.

A radiografia tática: O que Abel perde sem o camisa 10

A frustração tática de Abel Ferreira possui justificativas profundas. O Palmeiras ostenta um elenco extremamente forte, pautado na imposição física e em transições letais.

O grande problema surge em partidas travadas. A equipe alviverde pena para quebrar as linhas de adversários que se defendem em blocos baixos, dependendo muitas vezes de cruzamentos e bolas paradas.

A contratação de Thiago Almada entregaria três soluções táticas que o elenco atual não consegue suprir simultaneamente:

  • Quebra de linhas: Capacidade ímpar de condução agressiva em curtos espaços, atraindo a marcação antes de acionar um passe final.
  • Polivalência: Desempenho de elite atuando como um “camisa 10” clássico, caindo pelas pontas ou jogando próximo ao centroavante Flaco López.
  • Bagagem local: Conhecimento prévio do peso da Libertadores, do calendário sufocante e dos gramados ruins do Brasil, anulando o tempo de adaptação.
Foto: Botafogo

Sem o argentino, Abel precisará encontrar soluções no atual plantel. Andreas Pereira e Mauricio organizam o jogo, mas não possuem a mesma ruptura de drible. Felipe Anderson sofre com oscilações, e Paulinho segue freado por rigorosas restrições médicas.

A frieza necessária para o plano B

O provável acerto do jogador com o Boca Juniors exigirá extrema racionalidade da presidente Leila Pereira. A maior armadilha do mercado da bola é o chamado “movimento de resposta”, que consiste em pagar caro em contratações de impulso apenas para calar as críticas da torcida.

Se a porta europeia se fechar de vez, a diretoria alviverde precisa separar o desejo de consumo da necessidade estrutural. O clube não pode queimar o orçamento guardado para Almada em um atleta de prateleira inferior que não ofereça o mesmo encaixe.

A solução paliativa já começa a emergir da própria base. Nomes como Erick Belé e Luighi têm ganhado minutos e mostrado personalidade no time profissional.

Desenvolver as próprias “Crias da Academia” não substitui o impacto imediato de um reforço internacional de R$ 125 milhões, mas evita que o clube cometa um erro financeiro que comprometa os anos seguintes. O Palmeiras precisa respirar fundo e buscar no mercado alguém que entregue o mesmo desequilíbrio, sem ceder ao desespero.

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Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.

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