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Palmeiras oferece R$ 120 milhões e joias da base por Danilo e Botafogo pode pedir prêmio

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O Palmeiras teria apresentado uma contraproposta ao Botafogo para tentar repatriar Danilo, volante revelado pelo clube paulista e hoje no time carioca. Segundo o ex-goleiro Velloso, comentarista da Band, a oferta envolveria R$ 120 milhões mais os jovens Benedetti e Riquelme Fillipi.

Até o momento, não há confirmação oficial dos clubes sobre aceite, recusa ou avanço definitivo nas conversas. O caso segue no campo de mercado, com versões públicas, bastidores e interesses diferentes entre as partes.

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A operação chama atenção por dois motivos. O primeiro é o valor em dinheiro, já alto para uma transferência entre clubes brasileiros. O segundo é a inclusão de dois ativos da base alviverde, justamente em um momento em que o clube paulista tenta equilibrar reforços caros, meta de vendas e preservação de jogadores com potencial de revenda.

Danilo virou um dos nomes mais caros da janela

Danilo treinando no Botafogo
Foto: Vítor Silva/Botafogo

O Botafogo contratou Danilo em julho de 2025, vindo do Nottingham Forest, da Inglaterra, com vínculo até julho de 2029. O anúncio oficial do clube carioca apresentava o volante como reforço de 24 anos, com chegada para exames e contrato longo.

Pelo Transfermarkt, o jogador tem 25 anos, atua como meio-campista central, é canhoto, mede 1,77 m e tem contrato registrado até 30 de junho de 2029.

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O preço pedido pelo clube carioca vinha sendo tratado como alto. O Palmeiras considerava 40 milhões de euros inviável, embora pudesse superar o valor pago por Vitor Roque para tentar a contratação.

Esse patamar ajuda a entender por que a contraproposta citada por Velloso combina dinheiro e jogadores. Em vez de chegar ao valor cheio em caixa, o clube paulista tentaria compor a operação com ativos de formação.

Por que Benedetti e Riquelme entram na conta

Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Benedetti e Riquelme Fillipi são tratados como jogadores de alto potencial. A inclusão de ambos em uma proposta indicaria tentativa de reduzir o desembolso direto e, ao mesmo tempo, entregar ao Botafogo nomes com possibilidade de valorização futura.

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Riquelme já foi alvo de interesse europeu. O Blog do Nicola, no R7, publicou em 2025 que o Zenit, da Rússia, havia feito oferta de 8 milhões de euros fixos mais 4 milhões em bônus pelo atacante, e que o Palmeiras recusou. Na época, a pedida alviverde foi citada na casa de 12 milhões de euros fixos mais 3 milhões em variáveis.

Foto: Cesar Grecco – Palmeiras

Ou seja, se a informação de Velloso se confirmar, o pacote não deve ser lido apenas como R$ 120 milhões. A soma econômica potencial inclui jogadores que já foram avaliados em cifras relevantes pelo próprio mercado.

Para o Botafogo, a pergunta seria outra: vale trocar parte de um jogador pronto, convocado para a Seleção e valorizado, por jovens que ainda precisam maturar no profissional?

Como ele se encaixaria no Palmeiras

Esportivamente, a busca faz sentido. Danilo conhece o clube, foi formado no modelo de Abel Ferreira e já teve papel relevante em um ciclo vencedor.

Ele atua como volante de saída e equilíbrio, mas não é apenas marcador. Tem capacidade de cobrir espaço, iniciar jogadas, proteger a zaga e participar da construção pelo meio. Por ter bom entendimento tático, poderia se adaptar rapidamente a diferentes desenhos.

O elenco atual tem alternativas no setor, mas a volta de um jogador pronto reduziria risco de adaptação. Em uma temporada com Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil e desgaste de atletas convocados, um volante desse perfil tem valor esportivo imediato.

O ponto central é o custo. Repatriar Danilo exigiria um investimento de clube que briga no topo do mercado nacional. Se a proposta de R$ 120 milhões mais dois jovens for real, a diretoria estaria tratando a posição como prioridade estratégica.

O que o negócio mostraria sobre a gestão

A possível oferta também mostra uma mudança no mercado brasileiro. Grandes clubes já não negociam apenas dinheiro. Eles montam pacotes com atletas, percentuais, bônus, metas e ativos de base.

Para o Palmeiras, isso tem leitura dupla. De um lado, usar jovens em uma negociação pode preservar caixa e trazer um jogador de retorno esportivo imediato. De outro, significa abrir mão de potenciais vendas futuras.

A conta depende da avaliação interna. Se Benedetti e Riquelme forem vistos como jogadores com espaço limitado no elenco principal, incluí-los pode fazer sentido. Se forem tratados como ativos de alto teto, o custo real da operação fica bem maior do que os R$ 120 milhões.

Também há o risco de reforçar um rival direto. O Botafogo receberia dinheiro e talentos. Em tese, poderia vender os jovens no futuro ou usá-los para recompor o elenco.

O Botafogo tem motivo para resistir

A resistência carioca é compreensível. Danilo tem contrato longo, foi contratado recentemente e está valorizado pela convocação. Além disso, vender para um concorrente brasileiro costuma exigir prêmio.

A posição do Botafogo deve considerar três fatores: valor financeiro, vontade do jogador e risco de mercado. Sendo assim, se a Copa aumentar a vitrine, propostas de fora podem aparecer com cifras mais atrativas e menor custo esportivo interno.

Para o clube carioca, negociar com o Palmeiras ou Flamengo significa fortalecer adversários nacionais. Dessa forma, uma venda para Europa ou outro mercado internacional reduziria esse problema.

Por isso, mesmo uma proposta alta em reais pode não ser suficiente se a diretoria acreditar que o Mundial vai valorizar ainda mais o volante.

Próximos capítulos dependem da Copa

A tendência é que o assunto siga até a janela. A convocação para a Seleção aumenta a exposição do jogador e pode redefinir valores. Se ele tiver minutos relevantes, o preço tende a subir. Se jogar pouco, o impasse doméstico pode voltar com mais força.

Para o Palmeiras, a questão é até onde ir sem comprometer o planejamento de elenco. O clube já gastou alto em contratações recentes e também tem metas de arrecadação com vendas.

Por fim, a eventual chegada de Danilo resolveria uma necessidade esportiva clara. Mas o preço citado por Velloso mostra que não seria apenas uma contratação. Seria uma operação de impacto financeiro e patrimonial.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.

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