O Palmeiras definiu uma estratégia cirúrgica para a janela de transferências do meio do ano. A prioridade é buscar contratações pontuais, experientes e totalmente voltadas ao setor defensivo. Com um acerto financeiro encaminhado para ter o zagueiro Alexander Barboza e tratativas em andamento com Nino, a diretoria alviverde cumpre a cartilha desenhada pelo técnico Abel Ferreira.
Além disso, a movimentação visa dar sustentação técnica à equipe que entra em campo na noite desta quarta-feira (29) contra o Cerro Porteño, pela Conmebol Libertadores. Assim, o clube mantém o nível de exigência para o restante de 2026.
Alexander Barboza encaminhado e a prioridade absoluta por Nino
A negociação que se encontra no estágio mais avançado nos bastidores da Academia de Futebol é a de Alexander Barboza. Conforme noticiado pelo Moon BH, o Palmeiras aceitou pagar cerca de US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 20 milhões na cotação atual) ao Botafogo.
Isso serve para concretizar a transferência no meio do ano. O argentino, avaliado em 5 milhões de euros pelo portal especializado Transfermarkt, chega para suprir uma carência específica. Ele é um defensor canhoto, imponente no duelo físico e pronto para a intensa rotação do calendário brasileiro.
Apesar do acerto engatilhado com Barboza, o principal desejo da cúpula palestrina para comandar a zaga atende pelo nome de Nino. O defensor do Zenit já aceitou as bases propostas pelo clube paulista e vê com bons olhos o retorno imediato ao Brasil. No entanto, ele esbarra no cronograma do time russo, que só aceita negociar após o fim do campeonato local.
A operação financeira por Nino exige cautela. O atleta está avaliado em 10 milhões de euros, mas o Zenit trabalha com cifras que podem alcançar os 15 milhões. Além disso, estimativas de mercado apontam vencimentos na casa de R$ 1,2 milhão mensais. Para Abel Ferreira, o investimento se justifica plenamente. Nino entrega liderança, experiência em títulos continentais e uma saída de bola refinada. Esses fatores minimizam qualquer tempo de adaptação.
Oportunidades de mercado: As situações de Danilo e Igor Júlio
Enquanto Anderson Barros conduz a busca por defensores de origem, o clube também monitora oportunidades complexas que possam elevar o teto físico da equipe. É neste cenário de “segundo trilho” que o nome de Danilo voltou a ganhar força. O volante do Botafogo é alvo de sondagens palmeirenses e do mercado exterior, como Fulham e o próprio Zenit. Ele pode trocar de clube durante a janela da Copa do Mundo.

Trata-se, no entanto, de um negócio de altíssimo custo. Avaliado em 24 milhões de euros, Danilo tem salário estimado na faixa que vai de R$ 950 mil a R$ 1,5 milhão. Seu perfil atlético, capaz de pressionar espaços longos e conduzir em velocidade, se encaixa perfeitamente no modelo palestrino. Contudo, os valores tornam o movimento difícil para uma janela de ajustes.
Diante dos altos custos, o Palmeiras mantém alternativas de monitoramento ativo desde o início da temporada:
- Igor Júlio: Zagueiro de 28 anos, vinculado ao Brighton e emprestado ao West Ham, teve sua situação sondada em janeiro, em informação confirmada pela CNN.
- Perfil técnico: Também canhoto e forte no choque, oferece bagagem europeia para impor respeito físico na zaga.
- Valores: Avaliado em 12 milhões de euros, carrega um salário estimado de 2,3 milhões de libras anuais. A tratativa ainda não evoluiu para uma oferta oficial.
O impacto na Libertadores e o projeto de Abel Ferreira
A abordagem adotada pelo Palmeiras no mercado atesta o amadurecimento do planejamento para a reta decisiva de 2026. Após garantir contratações pontuais do meio para a frente no início do ano, com as chegadas de Marlon Freitas e Jhon Arias, o foco mudou inteiramente para fortalecer a espinha dorsal da equipe. Além disso, a comissão técnica compreende que adicionar atacantes midiáticos não resolve o desgaste acumulado do sistema de contenção.
O peso dessa estabilidade defensiva será testado logo mais. O Palmeiras enfrenta o Cerro Porteño nesta quarta-feira, às 21h30, no estádio Nueva Olla, em Assunção. O jogo decisivo fora de casa pela Libertadores ajuda a explicar a urgência da diretoria. Afinal, para seguir vivo e favorito em todas as competições, o elenco precisa de opções prontas para competir. Isso preserva a identidade vencedora construída nos últimos anos.
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