O Palmeiras trabalha com dois movimentos simultâneos que se encaixam como peças do mesmo quebra-cabeça. De um lado, o clube espera transformar Eduardo Conceição, de 16 anos, em sua próxima grande venda de base — com expectativa de negociação perto de 50 milhões de euros entre fixo e bônus. Do outro, trata Nino como prioridade para reforçar a zaga, com acordo em termos pessoais com o zagueiro e tratativas avançadas com o Zenit desde o início do ano.
O encaixe financeiro é direto: uma venda premium da base pode bancar o defensor e ainda deixar sobra relevante para outras frentes do elenco.
Eduardo Conceição: o teto mais alto da base alviverde
Aos 16 anos, Eduardo Conceição assinou contrato até janeiro de 2029 com multa rescisória de 100 milhões de euros para o exterior. O Palmeiras detém 90% dos direitos econômicos. O Grupo City e outros cinco clubes europeus acompanham o atacante, que já somou dois gols e duas assistências em quatro jogos pelo Sub-17 do Brasil no Sul-Americano da categoria.
Propostas em torno de 25 milhões de euros já foram recusadas. Internamente, o clube só abre negociação em valores próximos dos 50 milhões de euros entre fixo e bônus.

Há uma particularidade regulatória: Eduardo só pode deixar o país ao completar 18 anos, em dezembro de 2027 — o mesmo modelo de Endrick e Estêvão. Uma venda agora não entraria integralmente no balanço de 2026, mas parcelas antecipadas turbinariam o fluxo de caixa do clube no curto prazo.
Nino: o defensor pronto que Abel Ferreira quer
O Palmeiras tem alta confiança na contratação de Nino, de 28 anos, que atualmente defende o Zenit. O acordo em termos pessoais com o defensor está encaminhado, segundo apuração da ESPN. O clube russo avalia o zagueiro entre 10 e 12 milhões de euros e exige que o jogador permaneça no grupo até o fim do Campeonato Russo, previsto para meados de maio de 2026.
O diretor de futebol Anderson Barros admitiu publicamente o interesse e confirmou que o Palmeiras já esteve com representantes do Zenit em mais de uma ocasião. A presidente Leila Pereira também confirmou que o clube tentou fechar o negócio em janeiro, mas o Zenit não liberou o jogador durante a temporada europeia.
A conta que conecta os dois negócios
- Eduardo Conceição: expectativa de venda acima de 50 milhões de euros, com Palmeiras tendo 90% dos direitos
- Nino: valor estimado entre 10 e 12 milhões de euros, com contrato no Zenit até junho de 2028
- Meta de vendas do Palmeiras em 2026: cerca de R$ 400 milhões
- Proposta máxima recusada por Eduardo até agora: 25 milhões de euros
Se a operação por Eduardo chegar perto do piso esperado, o clube financia Nino e ainda mantém folga para outras frentes do elenco. É o modelo que o Palmeiras já opera há anos: usar a base como segunda engrenagem do caixa para acelerar contratações de jogadores prontos.
O que ainda não está fechado
Não há proposta oficial na mesa por Eduardo Conceição, apesar do assédio crescente. Do lado de Nino, o Zenit abriu mais espaço para a negociação, mas o negócio ficou empurrado para a janela do meio do ano. O anúncio oficial só deve acontecer após o dia 15 de maio, quando encerra o campeonato russo.
O cenário mais provável hoje: Eduardo será negociado ao longo de 2026, com transferência física somente em dezembro de 2027. Nino chega em maio, quando o Zenit encerra sua temporada.