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O erro de cálculo que deixou Leila Pereira isolada no Palmeiras após Fla-Flu

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Leila Pereira costuma fazer sucesso nas redes sociais por suas declarações contra os rivais, mas principalmente quando tem a chance de alfinetar o Flamengo de alguma forma. Mas quando decidiu usar uma decisão da CBF para apontar uma suposta falta de isonomia com o Palmeiras e seus rivais, acabou sendo criticada também pelo Fluminense.

O ponto de partida foi a mudança do clássico do sábado, 11 de abril, para o domingo, 12, no Maracanã. A alteração foi aprovada pela CBF após solicitação conjunta de Flamengo e Fluminense, sustentada por dois argumentos:

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  • Desgaste físico do elenco rubro-negro após viagem ao Peru pela Libertadores
  • Dificuldades logísticas no retorno em tempo hábil para uma partida no sábado

O Palmeiras enxergou privilégio e lançou nota oficial questionando por que o pedido foi aceito enquanto solicitações semelhantes de outros clubes teriam sido negadas. O próprio ge listou casos recentes de Mirassol, Cruzeiro e Avaí em que pedidos semelhantes não prosperaram — o que dava força ao argumento alviverde.

Flamengo e Fluminense reagem com dureza ao Palmeiras

A resposta veio dos dois lados — e com força.

Foto: Flickr Flamengo

Pelo Flamengo, o diretor José Boto elevou o tom sem citar o Palmeiras pelo nome:

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  • Chamou de “chorões profissionais” quem critica esse tipo de ajuste
  • Afirmou que a mudança beneficiou a saúde dos atletas e a qualidade do espetáculo
  • Deixou claro que a reclamação soava mais como bastidor político do que como preocupação com o futebol

Já o Fluminense reagiu de forma mais elegante — porém igualmente incômoda para Leila. O presidente Mattheus Montenegro:

Disse que críticas vieram de quem sequer torce para o Fluminense e tentou criar caos e ruído entre clube e torcida

Defendeu a decisão com base em ética e profissionalismo

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Cutucou quem cobra união dos clubes, mas critica quando uma equipe deixa de explorar vantagem pontual

Por que Leila saiu perdendo politicamente?

A nota do Palmeiras tinha força para abrir debate legítimo sobre os critérios da CBF. O problema foi estratégico: Leila comprou briga contra uma decisão assinada em consenso pelos dois clubes diretamente afetados.

Quando Flamengo e Fluminense sustentam o mesmo discurso, a crítica deixa de parecer defesa institucional — e passa a soar, para fora, como disputa de bastidor sem tração coletiva.

O episódio expõe uma ferida aberta no futebol brasileiro. Os clubes falam em liga e profissionalização, mas reagem conforme a conveniência.

No fim, ao tentar cobrar isonomia, Leila Pereira ofereceu aos rivais a chance perfeita de colá-la à imagem de uma dirigente que reclama apenas quando a decisão não favorece os interesses do seu próprio clube.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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