Nino entrou de novo no centro do mercado brasileiro. O Fluminense quer repatriar seu ex-capitão. O Palmeiras também segue firme na busca por um zagueiro para o segundo semestre. E, hoje, o cenário mais favorável parece ser o do clube paulista, que já havia avançado nas conversas com o atleta e esbarrou sobretudo na resistência do Zenit.
O ponto que “mata” a curiosidade do torcedor é este: maio não parece ser o mês da assinatura, e sim o mês da virada da novela. É quando a temporada russa entra na reta final e o Zenit tende a definir quem aceita negociar. Para o Palmeiras, isso faz sentido porque o clube já recebeu aval do jogador na primeira investida, mas ouviu dos russos que Nino não sairia antes da luta pelo título local.
Por que o Palmeiras aparece à frente
Segundo apuração do ge, o Palmeiras chegou a enviar emissário a Abu Dhabi no início do ano e avançou na tentativa por Nino, enquanto o Fluminense manteve o interesse, mas sem conseguir furar a barreira do Zenit naquela janela. Mais recentemente, a leitura divulgada por André Hernan e repercutida em outros veículos é a de que o clube paulista segue trabalhando esse dossiê para maio, com caminho já desenhado junto ao estafe do zagueiro.
Há também uma questão de elenco. O Palmeiras admite que quer um zagueiro para o segundo semestre. Anderson Barros falou publicamente sobre a busca por um nome para o setor, e Nino é tratado como esse alvo principal. O clube olha para a maratona do calendário e para a possibilidade de forte assédio europeu após a Copa, o que aumenta a urgência de reforçar a defesa com um jogador pronto.
E onde entra o Fluminense nessa disputa
O Fluminense não saiu da corrida. Pelo contrário. O clube mantém o desejo de trazer Nino de volta desde 2025 e já trabalha há meses com a ideia de nova carga a partir de maio. A diferença é que, neste momento, o Tricolor parece mais dependente de brecha criada pelo Zenit do que de vantagem construída na negociação.
Isso pesa porque Nino não é um jogador em reta final de vínculo. Ele tem contrato com o Zenit até 30 de junho de 2028 e valor de mercado estimado em € 10 milhões no Transfermarkt. Ou seja: não é operação de ocasião, nem nome acessível para sair por oportunidade barata. O Zenit tem margem para endurecer e escolher o melhor cenário esportivo e financeiro.
No Rio de Janeiro, o Flamengo também fez esforços para trazer o jogador, mas não conseguiu acertar uma oferta que atendesse aos interesses do clube russo.
Situação no Zenit é incerta, mas não caótica
A situação de Nino na Rússia é tratada como “incerta” porque o Zenit ainda não bateu o martelo sobre o que fará depois da temporada. Isso é diferente de dizer que ele perdeu espaço ou que está fora dos planos. Em 2025/26, ele segue com boa presença no time: tem 19 jogos no Campeonato Russo segundo bases estatísticas públicas, o que mostra um defensor ainda relevante no elenco.
Por isso, o cenário mais honesto hoje é este: o Palmeiras parece liderar a corrida, o Fluminense segue vivo pela relação histórica com o jogador, e o Zenit continua sendo o verdadeiro dono da chave. A disputa pode ganhar corpo em maio, mas a tradução prática para o futebol brasileiro tende a apontar mais para a janela do meio do ano, que a CBF reabre em 20 de julho.