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Palmeiras recusa ‘empréstimo furado’, mas Al-Sadd prepara bote milionário por Luighi

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A novela Luighi não acabou, ela apenas mudou de endereço. Após o Palmeiras dar um sonoro “não” à proposta de empréstimo do Al-Ittihad (Arábia Saudita), o atacante continua na mira do Oriente Médio. Agora, o interessado forte é o Al-Sadd, do Catar, e a negociação mudou de patamar: saiu do “teste” para a possibilidade de venda definitiva.

A diretoria alviverde travou a saída anterior porque considerou o modelo ruim (empréstimo com opção de compra). O Verdão quer dinheiro garantido ou obrigação de compra. E é aí que os cataris entram na jogada.

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O “Pit Stop” no Catar

A informação é quente: um emissário do Palmeiras, que viajou ao Oriente Médio para tratar de outros assuntos, fez uma parada estratégica no Catar exclusivamente para conversar sobre Luighi com o Al-Sadd. Isso tira o negócio do campo do rumor e coloca na mesa de negociação. O Palmeiras sinalizou que topa vender, mas quer o modelo certo: venda em definitivo ou metas fáceis que obriguem a compra.

O Problema do Relógio (e a Solução) para o Palmeiras

Existe um obstáculo técnico: a janela de transferências do Catar fechou no dia 31 de janeiro de 2026.

  • O que isso significa: Luighi não pode ser inscrito lá agora.
  • A Estratégia: A negociação atual visa um pré-acordo para a próxima janela. O Palmeiras garante a venda, segura o jogador por mais alguns meses (ou o libera apenas para treinar) e recebe o dinheiro com segurança.

Leila Tem a Faca e o Queijo

Foto: Fabio Menotti/Palmeiras/by Canon

O Palmeiras está tranquilo porque Luighi tem contrato até dezembro de 2029 e multa alta. O clube não precisa aceitar “esmola” ou empréstimo de risco. Ao recusar o Al-Ittihad, o Verdão mandou o recado: “quer levar a joia? Pague o valor cheio”. O Al-Sadd parece ter entendido e, mesmo sem poder usar o atleta amanhã, está disposto a garantir a contratação para o futuro.

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A recusa ao Al-Ittihad foi uma aula de gestão. Emprestar um garoto de 19 anos com “opção de compra” é dar o filé mignon para o vizinho provar e pagar só se gostar. Se Luighi estoura lá, o Palmeiras vende barato. Se vai mal, volta desvalorizado.

Com o Al-Sadd, a conversa é de “gente grande”. Mesmo com a janela fechada, negociar agora para a próxima abertura permite ao Palmeiras ditar o preço e as condições com calma, sem a pressão do relógio. Se os cataris pagarem o que a base vale (referência de € 5 milhões para cima), é “tchau e bença”. O Palmeiras não é vitrine de testes; é vendedor de craques.

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Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.

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