O Palmeiras adotou uma postura agressiva no mercado para negociar o volante argentino Aníbal Moreno. Apesar da temporada abaixo da expectativa e do desgaste com a torcida, a diretoria alviverde fixou o preço de saída do jogador em US$ 15 milhões (cerca de R$ 82 milhões). A pedida assustou o River Plate, principal interessado, que considerou o valor fora da realidade para o futebol sul-americano e recuou nas tratativas.
A estratégia de Leila Pereira é clara: valorizar o ativo. O Verdão pagou cerca de R$ 40 milhões (US$ 8 milhões) para tirar Aníbal do Racing em 2024. Agora, mesmo com o atleta em baixa técnica, o clube quer não apenas recuperar o investimento, mas lucrar mais de 100% na operação.
O Motivo do Desgaste com no Palmeiras: Erros Decisivos
Aníbal Moreno chegou com status de titular absoluto, mas termina 2025 questionado, em crise.
- Os Erros: A expulsão infantil contra o Corinthians na Copa do Brasil e falhas em jogos cruciais do Brasileirão (como contra Flamengo e Grêmio) minaram sua confiança e a paciência da arquibancada.
- O Contrato: Renovado até dezembro de 2029, o vínculo longo é o trunfo do Palmeiras para não ceder à pressão de venda barata.
River e Boca de Olho em Aníbal Moreno

Além do River, o Boca Juniors também monitora a situação, mas ambos esbarram na barreira financeira. O mercado argentino vê em Aníbal um bom reforço, mas não por R$ 80 milhões. Para destravar o negócio, o Palmeiras teria que aceitar reduzir a pedida ou negociar um empréstimo com opção de compra, algo que a diretoria já admite nos bastidores como “plano B”.
Análise Moon BH: O Risco da Desvalorização
Segurar um jogador insatisfeito e em má fase por causa de um preço irreal pode ser um tiro no pé. Se Aníbal continuar no banco em 2026, seu valor de mercado cairá ainda mais.
O Palmeiras joga pôquer com o mercado: aposta que algum clube pagará o “preço europeu” pela idade e potencial do atleta. Se ninguém pagar, Abel Ferreira terá a missão de recuperar um volante caro que, hoje, é mais problema do que solução.