Gabriel Mec completou 18 anos no dia 11 de abril e eliminou o principal impedimento legal para sua transferência ao exterior. O atacante, maior joia da base do Grêmio, agora aguarda, segundo apurou o Moon BH, apenas a reabertura da janela de transferências europeia — prevista para 1º de julho — para que uma oferta internacional possa ser formalizada.
O clube gaúcho detém 80% dos direitos econômicos do jogador, cujo contrato vai até junho de 2029 e tem multa rescisória de 50 milhões de euros. O piso para negociar está definido internamente: o Grêmio não abre conversa por menos de 20 milhões de euros, cerca de R$ 120 milhões.
O histórico com Chelsea e o que mudou no mercado
O Chelsea foi o clube que mais avançou. Em agosto de 2024, os ingleses chegaram a ter termos alinhados com o Grêmio em uma operação que poderia alcançar 24 milhões de euros com metas. O negócio travou sem assinatura final, e o clube de Londres acabou priorizando outras contratações — como Joao Pedro, Jamie Gittens e Alejandro Garnacho.
Em setembro de 2025, o Shakhtar Donetsk entrou na corrida com proposta de 15 milhões de euros, confirmada por Fabrizio Romano. O próprio jogador recusou o destino. Desde então, Chelsea e Arsenal voltaram a monitorar de perto, e o Sporting, de Portugal, surge como novo interessado que deve formalizar proposta em breve.

O ge registrou que a temporada atual é decisiva para “dar a dimensão da transferência” e ampliar o valor em uma futura negociação. Em outras palavras: quanto mais Gabriel Mec crescer esportivamente em 2026, mais caro o Grêmio consegue vender.
O impacto dentro de campo e o jogo de hoje
Em 2026, o atacante já soma 11 jogos sob Luís Castro, sendo três como titular. O clube montou um trabalho físico especial para sustentá-lo em alto nível. Para o duelo desta noite contra o Cruzeiro, no Mineirão, ele não deve começar entre os 11 iniciais — mas qualquer entrada com impacto muda percepção de mercado rapidamente.
Para o Grêmio, o jogo de hoje serve como mais uma janela de exposição. O clube projetou arrecadar cerca de R$ 150 milhões com vendas em 2026, e o jovem atacante é a peça central desse plano. A estratégia é não acelerar a venda por pressão de caixa, mas sim deixar o mercado disputar um ativo que ainda está em ascensão.