O Grêmio iniciou conversas para renovar o contrato de Francis Amuzu, mas as tratativas esbarram em divergência financeira. O estafe do atacante belga pede R$ 1,5 milhão por mês — 50% acima dos R$ 1 milhão que o jogador recebe atualmente — além de um vínculo de três anos. O clube ainda não chegou a um acordo e trabalha com cautela diante do impacto na folha salarial.
O tempo é o fator mais sensível da equação.O contrato de Amuzu vai até dezembro de 2026 e não tem cláusula de renovação automática. Se não houver acerto até julho, o atacante estará livre para assinar pré-contrato com qualquer outro clube — e o Grêmio perderia um ativo avaliado em 7 milhões de euros no Transfermarkt sem receber nenhuma compensação financeira.
Por que Amuzu virou peça difícil de dispensar
O atacante não é mais um nome periférico no elenco. Com Luís Castro, Amuzu e Carlos Vinicius se consolidaram como titulares absolutos do ataque, enquanto a disputa no setor ficou concentrada na ponta direita. Contratado em definitivo em fevereiro de 2025 por 1,2 milhão de euros, ele hoje vale quase seis vezes mais segundo o mercado.
Os números justificam a valorização. Em 2025, foram cinco gols e três assistências em 33 jogos. Em 2026, já igualou parte desse volume em metade das partidas. A velocidade e a capacidade de atuar pelos lados do campo preenchem uma necessidade específica do sistema de Luís Castro — o que torna a decisão mais cara tanto na renovação quanto na reposição.
Outro ponto que infla a pedida é o interesse europeu. A passagem de Amuzu pelo futebol belga e a facilidade de não ocupar vaga de estrangeiro em ligas do continente aumentam as opções do jogador se o Grêmio não fechar logo.
O nome de Cebolinha como comparação de mercado

Nos bastidores, o Grêmio também monitora Everton Cebolinha, do Flamengo, que está em último ano de contrato e não deve renovar com o clube carioca. O atacante já confirmou procura do Tricolor no passado e tem o futebol brasileiro como prioridade.
A comparação, porém, é desfavorável financeiramente. Cebolinha custa mais na entrada — o Flamengo pagou 13,5 milhões de euros ao Benfica em 2022 e ainda exige compensação para liberar o jogador antes do fim do vínculo. O salário estimado está entre R$ 900 mil e R$ 1,2 milhão por mês.
Na prática, Amuzu sai na frente: já está adaptado, encaixado e produzindo dentro do modelo de Luís Castro. O cenário mais racional para o clube gaúcho é definir o custo real da renovação antes de avaliar qualquer alternativa.
O próximo jogo do Grêmio será neste sábado, 18 de abril, às 20h30, contra o Cruzeiro, no Mineirão, pelo Brasileirão, com transmissão de Record, CazéTV e Premiere.