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Grêmio estuda rescindir com Braithwaite, mas dívida de R$ 7 milhões vira bomba-relógio

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A diretoria do Grêmio ligou o sinal de alerta máximo para tentar frear os gastos do clube. Com a folha salarial estourada, a ordem interna é “passar a tesoura”, e o nome do atacante dinamarquês Martin Braithwaite entrou na lista de avaliação para uma possível rescisão de contrato (segundo apuração do jornalista Bruno Soares).

O que parecia apenas um ajuste técnico virou um thriller financeiro. O clube deve dinheiro ao jogador, ele está lesionado e o contrato é longo. O Grêmio está pisando em um campo minado onde qualquer passo em falso pode explodir os cofres da Arena.

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O “Calote” de R$ 7 Milhões

A situação esquentou de vez porque o próprio Braithwaitenotificou o Grêmio cobrando uma dívida de aproximadamente R$ 7 milhões, referentes a luvas da época de sua contratação. Se essa pendência não for resolvida rapidamente, o jogador tem respaldo jurídico para forçar uma rescisão unilateral, cobrando o valor integral do contrato na Justiça. O Imortal perde o atleta, ganha um processo gigantesco e fica com a imagem manchada no mercado.

A Ilusão da “Economia Rápida” no Grêmio

A diretoria avalia cortar o dinamarquês porque ele rompeu o tendão de Aquiles em setembro e só deve voltar a jogar entre março e abril de 2026. Liberar o atleta agora aliviaria o custo mensal do Departamento Médico, mas esbarra em um erro de cálculo brutal:

  1. A Armadilha Contratual: O Grêmio renovou com ele em 2025, estendendo o vínculo até o fim de 2027.
  2. Multa Rescisória: Para mandar o atacante embora agora por decisão do clube, o Grêmio precisaria pagar uma compensação milionária. É a famosa “economia burra”: você gasta uma fortuna para demitir e ainda precisa contratar outro camisa 9.

Os 3 Cenários Possíveis

Hoje, a cúpula tricolor trabalha com três caminhos:

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  • Renegociação (O Ideal): O clube senta com o estafe, parcela os R$ 7 milhões atrasados, recupera o jogador da lesão e o utiliza no Brasileirão.
  • Acordo Amigável: Uma rescisão onde as duas partes abrem mão de dinheiro (cenário dificílimo).
  • Litígio na Justiça (O Pesadelo): O Grêmio não paga, Braithwaite entra na FIFA/Justiça e o clube sofre punições severas.

O Grêmio não pode tratar um jogador que tem mercado e contrato até 2027 como uma peça descartável, muito menos devendo R$ 7 milhões em luvas. Rescindir agora é assinar um atestado de incompetência financeira e jogar dinheiro no lixo. A diretoria precisa ser homem, chamar o dinamarquês para conversar, renegociar essa dívida e esperar o camisa 9 voltar. Quando estiver 100% fisicamente, ele entrega os gols que a zaga atual tanto precisa para compensar suas falhas.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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