O Grêmio garantiu a permanência de uma das maiores sensações da base por um valor considerado “irrisório” para os padrões do futebol moderno. Nesta segunda-feira (2), o Tricolor exerceu a opção de compra do atacante Fellipe Magalhães, de 18 anos, destaque absoluto na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026.
O clube gaúcho pagou apenas R$ 500 mil ao Capivariano para adquirir 60% dos direitos econômicos do jogador. De quebra, o garoto assinou um contrato definitivo válido por quatro anos, blindando o ativo contra o assédio de rivais.
A Matemática do Negócio: R$ 500 Mil Bem Gastos
Para o torcedor, a conta é simples: o Grêmio pagou meio milhão de reais para ter o controle de um artilheiro.
- O Percentual: O Grêmio fica com 60% do passe, garantindo a maior fatia de uma futura venda milionária. O Capivariano mantém 40%, apostando na vitrine tricolor.
- O Valor Real: Pela lógica do negócio, o jogador foi avaliado em cerca de R$ 833 mil (100%). Pagar R$ 500 mil por um titular promissor é visto internamente como uma operação de risco baixíssimo e potencial de lucro gigante.
De “Zero Gols” a Artilheiro Decisivo
A compra não foi uma aposta cega, foi reconhecimento de desempenho. A trajetória de Fellipe teve uma reviravolta impressionante:
- 2025 (Adaptação): Chegou ao clube, fez 24 jogos e não marcou nenhum gol.
- 2026 (Explosão): Virou chave na Copinha. Terminou como um dos artilheiros do time com 5 gols e 2 assistências.
Ele não fez gols “inúteis”. Fellipe marcou um hat-trick no 7 a 0 contra o Galvez, balançou a rede no mata-mata contra o Atlético-BA e deixou sua marca nas quartas de final contra o Ceará. Foi o “botão de compra” sendo apertado a cada gol decisivo.
O Próximo Passo
Agora com contrato longo, o desafio muda. A Copinha é vitrine, mas o profissional é sobrevivência. O Grêmio aposta que, com a transição correta, Fellipe pode repetir o caminho de outras joias que saíram de Eldorado do Sul para brilhar na Arena. O primeiro passo — garantir o ativo — foi dado, e custou muito pouco.