O sonho da torcida gremista de ter Everton Cebolinha de volta à Arena em 2026 já tem um preço — ou melhor, dois preços muito diferentes, que podem variar de R$ 12 milhões a mais de R$ 50 milhões. A viabilidade da “Operação Cebolinha de Volta” depende de um detalhe crucial no contrato do jogador com o Flamengo e definirá se o Grêmio fará uma contratação de oportunidade ou um investimento de peso.
A boa notícia para o Tricolor é que o principal passo já foi dado: o próprio jogador, de 29 anos, já admitiu o desejo de retornar ao clube “em um futuro bem próximo”. Com o “sim” do atleta no bolso, a diretoria agora se debruça sobre a complexa engenharia financeira.
O Ponto-Chave que Pode Mudar Tudo: Junho ou Dezembro?
O grande mistério da negociação é a data exata do fim do contrato de Cebolinha com o Flamengo. E essa diferença de seis meses muda todo o cenário:
- Se o contrato terminar em JUNHO de 2026: O Grêmio pode assinar um pré-contrato de graça já em janeiro, garantindo sua chegada no meio do ano.
- Se o contrato terminar em DEZEMBRO de 2026: Para tê-lo em 2026, o Grêmio precisaria comprar o jogador do Flamengo, em uma negociação que seria muito mais cara.
Cenário 1: A “Barganha” do Pré-Contrato (Custo: ~R$ 12 milhões)
Se o contrato acabar em junho, o Grêmio não paga taxa de transferência, mas a operação ainda tem um custo alto. O clube precisaria arcar com salários (estimados em R$ 900 mil/mês) e “luvas” (bônus pela assinatura). A conta para os primeiros seis meses ficaria na casa de R$ 12 a R$ 15 milhões. É o cenário dos sonhos da diretoria.
Cenário 2: A Compra Milionária (Custo: > R$ 45 milhões)
Se o Tricolor precisar comprar o jogador, a conversa muda de patamar. O valor de mercado de Cebolinha é de cerca de €7 milhões, ou R$ 44 milhões. Somando salários e luvas, a operação total para 2026 ultrapassaria facilmente os R$ 50 milhões. Este cenário exigiria uma grande venda ou o apoio de investidores para não estrangular o orçamento do clube.
Análise: Um Sonho Viável, mas no Tempo Certo
O retorno de Cebolinha é politicamente forte e tecnicamente muito útil para o Grêmio. A diretoria, no entanto, age com os pés no chão. A viabilidade do sonho passa diretamente pelo cenário do pré-contrato. E
ncaixar uma operação de R$ 12 milhões no orçamento é factível. Já uma compra de mais de R$ 40 milhões, hoje, parece fora da realidade sem uma venda de peso. A novela está no ar, e sua resolução depende de uma única cláusula no contrato do Flamengo. O Grêmio, por via das dúvidas, já prepara os dois roteiros.


