O Flamengo confirmou mais um compromisso para o período de intertemporada. No dia 17 de julho, às 20h, o time de Leonardo Jardim enfrenta o Olimpia, do Paraguai, na Arena Mané Garrincha, em Brasília. O confronto fecha a preparação rubro-negra antes da volta do Campeonato Brasileiro.
Um amistoso pensado como laboratório
A comissão técnica enxerga o jogo em solo nacional como uma chance de fazer os ajustes finais no time titular. Faz sentido. Depois de uma sequência inteira de amistosos na Europa, testar o time já em condições parecidas com as do Brasileirão tem outro valor. É diferente de treinar contra rivais europeus, com estilo e ritmo de jogo distantes da realidade que o Flamengo vai enfrentar semanas depois.
O duelo com o Olimpia servirá de referência direta antes do reencontro com a competição nacional. A partida seguinte já é contra a Chapecoense, marcada para a Arena Condá, em Chapecó. Essa partida marca o retorno oficial do clube às competições valendo pontos.
Antes disso, uma maratona europeia
O calendário de Leonardo Jardim até chegar a Brasília não é curto. Antes de desembarcar na capital federal, o Flamengo cumpre uma agenda cheia de testes no continente europeu. O primeiro amistoso é contra o River Plate, da Argentina, na região do Algarve, em Portugal. Depois, o time enfrenta o Benfica, no dia 8 de julho, e o Lausanne-Sport, da Suíça, no dia 11.
Essa sequência de viagens tem um objetivo claro. Consolidar o modelo tático que Jardim deseja para o segundo semestre. E, ao mesmo tempo, melhorar os índices físicos do elenco. Só depois disso a delegação retorna ao Rio, antes de seguir para o compromisso em Brasília.
Um reencontro com sabor de revanche
O jogo contra o Olimpia também carrega um componente simbólico. O clube paraguaio foi o responsável por eliminar o Flamengo da Libertadores de 2023, um resultado que ainda pesa na memória da torcida. Reencontrar o adversário em amistoso, mesmo sem o peso competitivo daquela eliminação, tende a gerar clima especial nas arquibancadas da Arena Mané Garrincha.
O contexto atual do Olimpia reforça isso. O time paraguaio lidera com folga o Campeonato Paraguaio e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Chega, portanto, embalado, e não como um simples sparring de pré-temporada.
Historicamente, os dois clubes já se enfrentaram outras vezes, tanto em competições oficiais quanto em amistosos. No último confronto direto, o Flamengo levou a melhor com uma vitória tranquila em casa. Mas o retrospecto recente conta pouco quando o assunto é a fase atual de cada equipe. O Flamengo ainda testa combinações e ajusta a forma física após a pausa da Copa do Mundo. Já o Olimpia chega em ritmo de competição, disputando pontos a sério há semanas.
Time alternativo deve entrar em campo
Apesar do peso simbólico, a tendência é que Leonardo Jardim utilize uma escalação alternativa contra os paraguaios. O motivo é prático. Cinco dias depois, o Flamengo já tem compromisso pelo Brasileirão, justamente contra a Chapecoense. Poupar peças importantes parece a decisão mais razoável neste momento do calendário.
Há ainda outro fator que reforça essa leitura. Jardim já sinalizou a intenção de utilizar bastante o time sub-20 nesse tipo de compromisso extra-oficial. Isso serve tanto para avaliar talentos da base quanto para preservar o elenco principal. O grupo carrega uma sequência longa de jogos e viagens internacionais nas últimas semanas.
O que está em jogo além do placar
Antes da pausa para a Copa do Mundo, o Flamengo ocupava a segunda posição do Brasileirão. Eram 34 pontos, sete atrás do líder Palmeiras. Na Libertadores, o time fez campanha perfeita na fase de grupos. Agora vai enfrentar o Cruzeiro nas oitavas de final, com jogos previstos para agosto.
Esse cenário explica por que o amistoso em Brasília importa menos pelo resultado. O que interessa mesmo é o que ele revela sobre a forma física e tática do elenco. Um Flamengo afiado chegando à reta final da temporada precisa equilibrar dois fatores que raramente andam juntos. De um lado, minutos de rodagem para quem estava fora de ritmo. De outro, descanso para quem vai sustentar o calendário duplo de Brasileirão e Libertadores.
A escolha de Brasília também não é acidental. Após a derrota para o Corinthians na Supercopa Rei, cinco meses atrás, o retorno do Flamengo à capital federal ganha um contorno particular. Resta saber se o resultado em campo vai acompanhar esse simbolismo. Ou se ficará mesmo em segundo plano diante da prioridade real, que é chegar inteiro para a sequência decisiva do ano.





