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Quantos jogadores do Brasil na Copa já vestiram a camisa do Flamengo? Relembre

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O Brasil entrou na Copa do Mundo de 2026 carregando cinco nomes com história no Flamengo. Quatro deles ainda vestem o manto rubro-negro. Um o trocou pelo Real Madrid e virou o melhor jogador do mundo.

Carlo Ancelotti convocou 26 atletas para o Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México, e o Flamengo saiu como o clube brasileiro com mais representantes na lista: quatro jogadores atuais, além de um ex-formado no Ninho do Urubu. Não é por acaso. O clube carioca passou os últimos anos como o maior fornecedor de convocados para a Seleção Brasileira no ciclo desta Copa. Relembrar as histórias de cada um é também entender como o Rubro-Negro se tornou referência no futebol nacional.

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Vinícius Júnior: de São Gonçalo ao topo do mundo

Gilvan de Souza/CRF

Antes de se tornar o melhor jogador do planeta e a referência do Real Madrid, Vini Jr. foi revelado no Ninho do Urubu. Entrou nas categorias de base do Flamengo aos dez anos, em 2010, e subiu ao profissional em 2017, aos 16. Em apenas pouco mais de um ano jogando como profissional pelo clube, acumulou 70 partidas, 14 gols e um gol na Copa Libertadores que o colocou no mapa do futebol mundial.

Em 2018, antes de completar 18 anos, foi vendido ao Real Madrid por cerca de 46 milhões de euros, então o maior valor recebido por um clube brasileiro numa transferência. O que veio depois é história: duas Champions League com gols nas finais, camisa 7 herdada de Cristiano Ronaldo, o prêmio The Best da FIFA em 2024. Nenhum jogador do elenco de Ancelotti para a Copa carrega uma trajetória que começou de forma tão humilde, em São Gonçalo, e chegou tão longe. Vini Jr. chega ao Mundial como a maior referência do ataque brasileiro. O Flamengo formou quem isso fez.

Lucas Paquetá: duas passagens, uma identidade

Paquetá comemora e campo após vitória do Flamengo
Foto:Adriano Fontes/Flamengo

Poucos jogadores têm uma ligação tão visceral com o Flamengo quanto Paquetá. O meia foi revelado nas categorias de base do clube, estreou no profissional em 2018 e logo se tornou um dos principais destaques do elenco. Sua qualidade técnica chamou atenção do Milan, que o comprou no mesmo ano. Da Itália, foi para o Lyon, depois para o West Ham, e no começo de 2026 fez o caminho de volta para o Ninho do Urubu.

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Pelo Flamengo, já soma 117 jogos, 25 gols e sete assistências nas duas passagens somadas. Chega à Copa como um dos jogadores mais experientes do meio-campo de Ancelotti, com 63 partidas e 13 gols pela Seleção. É dos poucos convocados que disputam a Copa pelo mesmo clube que os revelou.

Danilo: o zagueiro-lateral que cresceu no exterior e voltou para o Rio

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

O Danilo da Seleção em 2026 não é o volante do Botafogo. É o zagueiro e lateral-direito do Flamengo, experiente, capitão em diversas das melhores equipes do mundo. Revelado pelo Santos, ele construiu carreira no Porto, Real Madrid, Manchester City e Juventus antes de retornar ao futebol brasileiro para defender o Rubro-Negro.

Aos 35 anos, chega à sua terceira Copa do Mundo como um dos líderes silenciosos do grupo. Pelo Flamengo, acumula 77 partidas desde que chegou ao clube. Sua regularidade e liderança foram fundamentais para que Ancelotti o mantivesse na lista mesmo numa fase final de carreira. Difícil encontrar na Copa um currículo mais extenso que o do capitão rubro-negro.

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Léo Pereira: a transformação que o Flamengo precisava

Léo Pereira no flamengo
Léo Pereira – Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

Quando chegou ao Flamengo, Léo Pereira era um zagueiro com boa qualidade técnica mas que precisava mostrar consistência. O clube e o jogador encontraram um ao outro na hora certa. Hoje é titular absoluto, um dos zagueiros mais regulares do futebol brasileiro e presença confirmada nas convocações de Ancelotti.

Com a Seleção, acumula oito partidas e um gol. Chega ao Mundial como reserva qualificado atrás de Marquinhos e Gabriel Magalhães na hierarquia, mas com a confiança de que qualquer adversidade na zaga o coloca em campo sem queda de rendimento. O Flamengo transformou um zagueiro promissor num atleta que representa o Brasil numa Copa do Mundo. Esse processo demorou alguns anos. O resultado está em campo.

Alex Sandro: o experiente que fechou o ciclo no Rubro-Negro

Alex Sandro
Jogador Alex Sandro – Foto:Adriano Fontes/Flamengo

Alex Sandro chegou ao Flamengo em 2024, depois de uma longa carreira europeia com passagens por Porto e Juventus. Revelado pelo Athletico-PR, nunca havia jogado no Rio de Janeiro. Aos 35 anos, fechou o ciclo europeu para voltar ao Brasil e encontrou no Fla o ambiente certo para encerrar com qualidade.

Pelo Rubro-Negro, acumula 77 partidas, um gol e duas assistências. Pela Seleção, são 45 jogos e dois gols ao longo de uma trajetória que inclui a Copa de 2022 e duas edições da Copa América. Na briga pela lateral esquerda no Mundial, disputa espaço com Douglas Santos, mas chega como a opção de mais experiência em grandes torneios para Ancelotti. Não é pouca coisa.

O que esse número representa

Cinco convocados num grupo de 26 equivalem a quase 20% do elenco. Nenhum outro clube brasileiro chegou perto disso. O Botafogo enviou um (Danilo Santos), o Santos enviou um (Neymar). O Flamengo quadruplicou qualquer outro representante nacional.

Isso não acontece por acidente. O Ninho do Urubu investe em base há anos e tem capacidade de contratar e desenvolver jogadores que chegam perto dos melhores do mundo. Vini Jr. é o caso mais extremo, mas Paquetá, Léo Pereira e Alex Sandro são provas de que o clube também funciona como destino para atletas que querem chegar numa Copa em boa forma.

O Brasil joga. O Flamengo aparece.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP. Tem experiência em jornalismo esportivo e de cidades e economia e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.