O Flamengo já mapeia seus alvos para a janela de transferências do meio do ano. No entanto, a diretoria adotou uma nova postura de mercado: o fim do improviso. Após fechar o primeiro ciclo de 2026 com Andrew, Vitão e Lucas Paquetá, o clube carioca e o técnico Leonardo Jardim estabeleceram a busca por um “camisa 9” como prioridade absoluta. Portanto, operam sob a cartilha do “erro zero” para trazer apenas jogadores consolidados.
A estratégia ganha um peso extra por conta de um evento global: a Copa do Mundo de 2026. O Mundial não mudará a utilização dos atletas antes do torneio, mas forçará uma blindagem física e bioquímica rigorosa no retorno dos convocados. Inclusive, para o Flamengo esse contexto é decisivo para a preparação dos atletas.
O “Fator Copa” e o alerta com Alex Sandro
A diretoria rubro-negra já definiu que a prioridade de minutagem segue sendo o clube. Contudo, o departamento médico trabalha em conjunto com as comissões técnicas das seleções, trocando dados físicos para minimizar o risco de lesões no pós-Copa. Nesse cenário, Flamengo busca priorizar a saúde dos atletas com um acompanhamento diferenciado.
O caso que mais demanda atenção hoje é o do lateral Alex Sandro, que já cumpre um rigoroso controle de carga. Em um elenco que Leonardo Jardim não considera “jovem” e que exige rotação constante, ter profundidade e peças de reposição prontas para o segundo semestre deixou de ser ambição de mercado. Agora isso virou uma exigência de sobrevivência na temporada para o Flamengo.
A caça pelo camisa 9: Viveros e a lição de Kaio Jorge
O alvo público mais desejado na Gávea atende pelo nome de Kevin Viveros. O centroavante do Athletico Paranaense lidera as estatísticas de produtividade ofensiva no Brasileirão. Ele oferece exatamente o que Jardim pede: força, arranque e profundidade para competir com Pedro. Essa disputa interessa diretamente ao Flamengo.

O problema é a barreira financeira. O Furacão já recusou investidas pesadas do Flamengo e do Corinthians que bateram a casa dos US$ 18 milhões (cerca de R$ 89,5 milhões). Agora já estuda uma renovação para blindar o colombiano.
A insistência rubro-negra em Viveros, somada à frustrada tentativa anterior por Kaio Jorge (Cruzeiro), revela o perfil exato buscado por Boto. O clube não quer uma aposta para ser desenvolvida, quer um goleador já validado em alto nível competitivo e de impacto imediato, principalmente pensando em reforçar o Flamengo.
Pontas na mira e a fila de saídas: Plata e Cebolinha
Além do centroavante, o Flamengo pode buscar atacantes de beirada, mas esse movimento está condicionado às saídas. A diretoria monitora opções no mercado e aguarda a definição do futuro de duas peças, que podem impactar o planejamento estratégico do Flamengo.
- Gonzalo Plata: O equatoriano segue na lista de “negociáveis”, com o clube aguardando uma valorização natural do atleta após a vitrine da Copa do Mundo.
- Everton Cebolinha: Com o contrato caminhando para o fim e sem indicativos de renovação, o atacante pode ser negociado agora em julho. Isso ocorre para evitar que deixe a Gávea de graça no fim do ano.
O recado do Ninho do Urubu para julho é claro: um Flamengo sem desespero para fazer volume, focado em trazer peças cirúrgicas que realmente mudem o patamar do time de Leonardo Jardim na reta final da temporada.
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