O Flamengo definiu a busca por um novo centroavante como prioridade número um para a próxima janela de transferências. No entanto, esbarrou no jogo duro do Athletico-PR por Kevin Viveros. A diretoria rubro-negra teve sua investida inicial recusada. Isso porque o clube paranaense estipulou o preço do atacante colombiano na casa dos R$ 90 milhões. Além disso, trata-o como ativo de exportação para a Europa.
O choque de avaliação travou as conversas. Enquanto o Flamengo tenta um negócio de oportunidade, o Furacão tenta capitalizar ao máximo a explosão do seu atual artilheiro na temporada.
O xadrez financeiro e a valorização do atacante
A postura irredutível do Athletico é compreensível do ponto de vista corporativo. Viveros virou a contratação mais cara da história da equipe paranaense em 2025. Ele custou cerca de US$ 5 milhões (R$ 27,5 milhões na cotação da época) por 70% dos direitos econômicos.
O raio-X do mercado mostra a disparidade entre o preço pedido e a avaliação padrão:
- A Pedida Paranaense: Expectativa de venda internacional por cerca de R$ 90 milhões.
- Valor de Referência: O Moon BH consultou o valor avaliado do jogador em € 4 milhões (R$ 22 milhões).
- Vínculo: Contrato longo, amarrado até 30 de junho de 2028.
Embora o valor cobrado seja muito superior à avaliação do portal especializado, a pedida faz sentido no futebol moderno. Isso ocorre quando se trata de um ativo raro, com longo tempo de contrato e forte escalada técnica.
Força e profundidade: O que Leonardo Jardim enxerga no camisa 9
Aos 25 anos (nascido em 2000), o destro de 1,80m é apelidado internamente de “um cavalo” devido à sua absurda força física. Ao contrário do típico centroavante de área estático, Viveros é um 9 de mobilidade. Ele é especialista em incomodar a linha de zagueiros, atacar a profundidade e sustentar o jogo direto.

Esse perfil agressivo se encaixa perfeitamente no tabuleiro tático de Leonardo Jardim. O técnico português valoriza um ataque veloz que não perca intensidade na pressão sem a bola.
Hoje, o Flamengo sobra em volume de criação, mas carece de uma referência física capaz de arrastar defensores e acelerar transições. Sendo assim, o colombiano ofereceria uma válvula de escape fundamental para os confrontos mais truncados e pesados do Brasileirão e da Libertadores. Isso reduziria a dependência da equipe de construir jogadas sempre com passes curtos.
Como o Flamengo pode financiar a operação
Para transformar Viveros em reforço real no segundo semestre, o Flamengo terá que recalcular sua rota financeira. Sem intenção de pagar o preço integral pedido pelo Athletico em uma tacada só, a diretoria tem caminhos claros.
O principal deles é reabrir espaço na folha e fazer caixa através de vendas no próprio setor ofensivo. Nomes como Gonzalo Plata e Everton Cebolinha já despontam nos bastidores com grandes chances de deixar a Gávea na janela do meio do ano.
Em tese, a venda de pontas de alto custo ajudaria a financiar a investida por Viveros, reorganizando a balança do ataque rubro-negro. Enquanto a janela de julho não se abre, o negócio continua muito mais no terreno da tensão de mercado do que em uma negociação madura.
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