Após uma semana caótica marcada pela demissão surpresa de Filipe Luís e a chegada apressada do português Leonardo Jardim, o Flamengo conseguiu afastar a crise e celebrar a conquista do Campeonato Carioca de 2026. E o tom do desabafo rubro-negro foi ditado pela principal e mais cara contratação da temporada: Lucas Paquetá.
Com a medalha no peito, o meia não fugiu das polêmicas recentes. Pelo contrário, fez questão de reconhecer a pressão pelos tropeços do início do ano e valorizou a resposta imediata do elenco diante da torcida. “Dois títulos ficaram para trás, mas esse aqui a gente conseguiu comemorar com nossa torcida”, pontuou o camisa 8.
A gratidão a Filipe Luís e o peso da contratação
O momento mais forte da entrevista, no entanto, foi direcionado ao ex-comandante. Em uma demonstração rara de gratidão no futebol, Paquetá quebrou o protocolo para revelar o papel crucial de Filipe Luís no seu retorno milionário ao futebol brasileiro.

“Cara, o Filipe é um amigo, cara sensacional, foi o maior responsável de hoje eu estar aqui, de todo esforço que ele fez para eu estar aqui. Gostaria de ter correspondido mais rápido”, confessou o meia, visivelmente emocionado, tirando um peso das próprias costas após as críticas recentes sobre a adaptação do time.
A virada de chave para a “Era Leonardo Jardim”
Apesar da homenagem ao amigo demitido, Paquetá também se encarregou de pavimentar o terreno para o novo chefe. Ciente de que a estabilidade do milionário projeto do Flamengo depende de paz no vestiário, o meia já tratou de alinhar o discurso com o português Leonardo Jardim.
“Tô muito feliz e desejo toda sorte pro Filipe Luís. E temos um novo treinador, que quer ganhar muito, temos de seguir trabalhando”, finalizou.
A declaração de Lucas Paquetá escancara o nível de tensão que habitava o Ninho do Urubu. Um tropeço na final do Carioca teria transformado a folha salarial de R$ 32 milhões em uma bomba-relógio e colocado o trabalho de Leonardo Jardim na berlinda logo no primeiro dia.