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Flamengo corre contra o relógio para não perder Cebolinha e Bruno Henrique de graça

O Flamengo entra em 2026 com uma situação contratual que exige decisões rápidas da diretoria. Atualmente, seis jogadores do elenco principal e da base possuem vínculos que expiram em 31/12/2026. Na prática, isso significa que a partir de 1º de julho, todos estarão legalmente livres para assinar um pré-contrato com qualquer outro clube do mundo e deixar o Ninho do Urubu sem custos.

O valor de mercado somado desse pacote de atletas atinge cerca de 13,2 milhões de euros (aproximadamente R$ 82 milhões). A pressão é maior sobre nomes que ainda possuem alto valor de revenda ou peso histórico inquestionável, forçando o técnico Filipe Luís e o departamento de futebol a definirem quem faz parte do projeto de longo prazo.

A lista dos contratos no limite no Flamengo (Valores em Reais)

Foto: Adriano Fontes / CRF

Para os cálculos, utilizamos o câmbio de referência de fevereiro de 2026 (€ 1 = R$ 6,21). Confira quem entra no semestre decisivo:

JogadorValor de Mercado (R$)Situação Atual
Everton CebolinhaR$ 43,4 milhõesAlvo de sondagens; clube avalia venda ou renovação.
DaniloR$ 15,5 milhõesVeterano; situação física ditará se haverá renovação.
Alex SandroR$ 9,3 milhõesPlano de aposentadoria ou último ano de contrato.
Iago TeodoroR$ 6,2 milhõesVendido: Clube antecipou saída para a MLS por R$ 7,3 mi.
Bruno HenriqueR$ 5,0 milhõesÍdolo; indicou interesse em se aposentar no clube.
Dyogo AlvesR$ 2,5 milhõesGoleiro promissor; Flamengo estuda extensão de contrato.

O “algo a mais”: A venda estratégica de Iago Teodoro

O Flamengo já deu o primeiro sinal de que não quer perder ativos “de graça”. O zagueiro Iago Teodoro, capitão do Sub-20, tinha contrato até o fim de 2026 e poucas chances no profissional. Para não correr o risco de vê-lo sair por pré-contrato em julho, o Rubro-Negro encaminhou sua venda para a MLS por US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 7,3 milhões) neste início de fevereiro.

Esse movimento sinaliza que a diretoria prefere “vender mal” agora do que “não vender” depois. O mesmo raciocínio pode ser aplicado a Everton Cebolinha. O atacante terminou 2025 em alta, mas se uma proposta vantajosa chegar até maio, o Flamengo tende a negociar para evitar que o jogador use o pré-contrato como alavanca salarial em outro clube.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.