O Benfica voltou suas atenções para o mercado brasileiro e colocou Samuel Lino, do Flamengo, em sua lista de prioridades. Segundo apurações de mercado, o clube português avalia formalizar uma proposta na casa de R$ 144 milhões — valor que praticamente empata com o investimento feito pelo Flamengo para tirar o atacante do Atlético de Madrid em 2025.
Apesar do montante ser elevado, a postura no Ninho do Urubu é de resistência. O Rubro-Negro trata o ponta de 26 anos como peça inegociável do projeto esportivo de Filipe Luís para 2026, salvo em caso de uma oferta “fora da realidade” que gere lucro real.
A Estratégia do Benfica: “Repetir o Preço”
A lógica dos portugueses é clara: oferecer um valor que cubra o custo original da contratação para tentar seduzir o Flamengo a recuperar o investimento de um jogador que ainda oscila.
- O Valor: Cerca de R$ 144 milhões (€ 22-23 milhões).
- O Alvo: Um ponta com experiência europeia, adaptado à língua e com potencial de revenda, perfil clássico que o Benfica busca para valorizar e vender para a Premier League depois.
Por que o Flamengo não quer vender?

Para a diretoria rubro-negra, vender Lino agora pelo mesmo preço que comprou seria admitir um “erro” esportivo que não condiz com a avaliação interna.
- Ativo de Longo Prazo: O contrato vai até 2029. O clube pagou caro (€ 22 milhões + bônus) justamente para ter um titular por vários anos, não para fazer trading rápido.
- Aposta de Filipe Luís: O técnico vê em Lino a chave para o desequilíbrio no um contra um. Após um 2025 de adaptação, a comissão técnica acredita que a pré-temporada completa fará o camisa 16 explodir em 2026.
O Que Pode Mudar o Cenário?
Hoje, o Flamengo não tem pressa e nem necessidade de caixa que justifique a venda. Para o negócio sair do campo da especulação, o Benfica teria que apresentar algo além do “zero a zero” financeiro:
- Lucro Real: Uma oferta superior aos R$ 144 milhões investidos.
- Pagamento Agressivo: Uma grande parcela à vista, fugindo do modelo parcelado europeu.