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Por que o Flamengo decidiu ouvir propostas por Cebolinha e Allan: R$ 63 milhões

No Flamengo de 2026, não basta ter nome, é preciso ter “minutagem”. Sob essa nova diretriz de eficiência, dois investimentos pesados do clube entraram na zona de risco: Everton Cebolinha e Allan. Ambos deixaram de ser intocáveis e ganharam o status de “negociáveis”. A diretoria não vai empurrá-los para fora, mas está, pela primeira vez, disposta a ouvir propostas que resolvam a equação Custo Alto x Pouca Entrega.

O mercado já precificou a dupla. Segundo referências do Transfermarkt e a cotação atual, Cebolinha é avaliado em cerca de R$ 44 milhões (€ 7 mi) e Allan em R$ 19 milhões (€ 3 mi). Mas a engenharia para tirá-los da Gávea é complexa e envolve rivais e prazos de validade.

Cebolinha: O Relógio Contra o Patrimônio do Flamengo

A situação do atacante é a mais urgente.

  • O Problema do Contrato: O vínculo de Cebolinha termina em 31/12/2026. Isso significa que, se o Flamengo não vendê-lo agora ou renovar nos próximos meses, ele poderá assinar um pré-contrato de graça em julho. O relógio joga contra o clube, forçando uma decisão rápida.
  • O Interesse Rival: O Fluminense e o Cruzeiro já sondaram a situação. O jogador quer minutos (algo escasso com a concorrência de Michael, Plata e Bruno Henrique) e não descarta uma mudança de ares no Rio.
  • O Valor: Embora valha R$ 44 milhões na teoria, o contrato curto pode obrigar o Flamengo a aceitar menos para não perder tudo.

Allan: O Reserva Caro e a Oferta do São Paulo

A situação do volante é diferente. Ele tem contrato longo (até 2027), o que dá segurança ao Flamengo, mas seu desempenho (apenas 1.587 minutos recentes) o colocou no fim da fila.

  • A Proposta: O São Paulo tentou um empréstimo, mas o Flamengo recusou os moldes. A diretoria rubro-negra não quer apenas “aliviar a folha”; quer retorno financeiro ou uma troca vantajosa (o nome de Marcos Antônio chegou a ser ventilado).
  • O Valor: Avaliado em R$ 19 milhões, Allan é um ativo que o Flamengo só libera se a oferta envolver compra obrigatória ou compensação financeira imediata. Empréstimo “seco” não interessa.

O Que Vai Definir o Futuro?

Três variáveis vão ditar se eles ficam ou saem nas próximas semanas:

  1. A Chegada de Paquetá: Se o negócio com o West Ham fechar, o meio-campo infla ainda mais, tornando a saída de Allan quase obrigatória para abrir espaço na folha.
  2. A “Minutagem” Imediata: Se Filipe Luis continuar deixando ambos no banco nos jogos do Carioca, a insatisfação dos atletas (que querem jogar) vai forçar a porta de saída.
  3. O Modelo de Negócio: O Flamengo aceita vender, mas não aceita “dar”. Para Cebolinha, uma venda definitiva é a meta. Para Allan, um empréstimo com obrigação de compra é o caminho mais provável.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.