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Flamengo: Folha pode bater R$ 40 milhões e salário de Paquetá assusta

O Flamengo entrou em 2026 com uma promessa ousada do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap): elevar o investimento no futebol para a casa de R$ 1 bilhão na temporada. No entanto, quando o orçamento atinge esse patamar estratosférico, a dúvida que paira sobre a Gávea deixa de ser sobre a capacidade de compra e passa a ser sobre a capacidade de pagamento mensal.

Projeções financeiras indicam que, para acomodar o atual elenco e as novas estrelas pretendidas, a folha salarial do clube pode saltar dos atuais R$ 30 milhões mensais (média de 2025) para algo próximo de R$ 40 milhões por mês (cerca de R$ 480 milhões ao ano). É neste cenário inflacionado que a possível chegada de Lucas Paquetá se torna um quebra-cabeça financeiro: o meia recebe hoje, na Inglaterra, valores que quebrariam qualquer hierarquia no futebol brasileiro.

O orçamento rubro-negro para 2026 é conservador na receita (entre R$ 1,6 e R$ 1,8 bilhão), mas agressivo na despesa de futebol. Em 2025, o clube gastou cerca de R$ 360 milhões em salários. Se mantiver a proporção de investimento prometida por Bap, o custo mensal do elenco explodirá.

Adicionar um nome como Paquetá, que no West Ham recebe cerca de £ 150 mil por semana (aproximadamente R$ 4,7 milhões mensais na cotação atual), exigiria uma engenharia financeira sem precedentes para não comprometer a saúde do caixa e o ambiente do vestiário.

A Realidade do “Salário Paquetá” no Flamengo

Foto: CBF

Para repatriar o cria do Ninho, o Flamengo não precisa apenas pagar a taxa de transferência ao West Ham; precisa convencer o jogador a readequar seus ganhos ou montar um pacote criativo. Os números assustam:

  • Na Europa: Paquetá ganha R$ 4,7 milhões/mês (bruto).
  • No Brasil: O teto do Flamengo hoje gira em torno de R$ 1,8 milhão/mês (casos de Bruno Henrique e Alex Sandro). Trazer Paquetá mantendo seu padrão europeu significaria pagar a ele quase o triplo do que ganham ídolos como Arrascaeta e De la Cruz. Para viabilizar o negócio, o clube teria que compor o salário com direitos de imagem, luvas diluídas no tempo e bônus por performance, tentando baixar o custo fixo mensal para a casa dos R$ 2,5 a R$ 3 milhões — o que ainda assim o tornaria, disparado, o maior salário do país.

O Efeito Cascata na Folha

O perigo de uma folha de R$ 40 milhões não está apenas no pagamento de um único jogador, mas no efeito contágio. Quando um atleta chega ganhando o dobro das referências do time, a “régua” sobe para todos.

  • Hierarquia: Jogadores que renovarem contratos usarão o salário de Paquetá como parâmetro.
  • Custo Fixo: Se a folha bater R$ 40 milhões, o Flamengo precisará garantir quase meio bilhão de reais por ano só para pagar salários, sem contar aquisições. Isso pressiona a meta de vendas de jogadores (estipulada em R$ 256 milhões) e a necessidade de desempenho esportivo (premiações) para fechar a conta.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.