O Flamengo iniciou 2026 enviando uma mensagem de força ao mercado internacional: o clube não é mais um balcão de negócios por necessidade. Nesta sexta-feira (9), a diretoria rubro-negra vetou prontamente as investidas do Cruz Azul (México) e do West Ham (Inglaterra) pelo zagueiro Léo Pereira. Mas Paquetá pode mudar a conversa.
Os dois clubes estrangeiros realizaram sondagens para entender as condições de uma possível transferência, mas encontraram as portas fechadas. O Flamengo considera o defensor parte do “núcleo intocável” do elenco e, respaldado por uma saúde financeira invejável, avisou que não pretende abrir negociações para a saída de seus titulares nesta janela.
A postura irredutível do Flamengo tem uma base sólida: o dinheiro em caixa. O clube fechou o último ciclo com um superávit financeiro robusto e uma dívida drasticamente reduzida (de R$ 346 milhões para R$ 96 milhões).
Com um faturamento que rompeu a barreira dos R$ 2 bilhões e um caixa livre de R$ 218 milhões, o Rubro-Negro se dá ao luxo de recusar dólares e libras para priorizar o desempenho esportivo. A decisão de manter Léo Pereira é estratégica: em ano de calendário cheio e ambição de títulos, manter a espinha dorsal é tão importante quanto contratar.
Paquetá muda negociação no Flamengo com Léo Pereira

Até então o jogador era tratado como inegociável, mas Paquetá também não estava livre no mercado. Agora, com ele forçando uma transferência, o negócio poderia ser destravado e facilitado com uma troca que ficaria mais barata.
Analisando o valor de mercado dos jogadores via Transfermarkt, enquanto Paquetá está avaliado em 35 milhões de euros, Léo Pereira está na casa dos 10 milhões de euros. Ou seja, a negociação ficaria 10 mi mais barata para a Gávea.
West Ham e o Histórico Recente
O interesse do West Ham não é novidade na Gávea. O clube inglês monitora a zaga do Flamengo há tempos — já tentou Fabrício Bruno anteriormente. No entanto, a resposta agora foi ainda mais dura.
O Flamengo entende que perder um titular absoluto em janeiro desestabiliza o planejamento de Filipe Luís. Repor um zagueiro canhoto, adaptado e identificado com a torcida custaria caro e demandaria tempo de adaptação. Com o “não” imediato, o Flamengo evita que a sondagem vire novela e garante foco total na pré-temporada.