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A decisão do Flamengo à sondagens de Carrascal e Emerson Royal para Europa

O Flamengo adotou postura de “compra, não venda” neste início de 2026. A diretoria rubro-negra bateu o martelo e decidiu que não negociará os recém-chegados Jorge Carrascal e Emerson Royal nesta janela de transferências, frustrando o interesse de clubes do Velho Continente. A decisão é estratégica e financeira: o clube investiu pesado na montagem do elenco para o técnico Filipe Luís e entende que desmontar a base agora seria um erro de planejamento.

A leitura nos bastidores é de que não existe margem para uma “venda relâmpago”. O clube investiu cerca de € 43 milhões (R$ 275 milhões) no pacote de contratações recentes — que inclui a dupla e nomes como Samuel Lino.

Com pagamentos parcelados ainda em curso, vender agora significaria reabrir uma discussão de mercado que o Flamengo queria encerrada, priorizando a estabilidade do time para a temporada.

Carrascal: O “não” do Flamengo custa R$ 197 milhões e Napoli observa

Foto: Divulgação/Flamengo – Flickr

O caso do meia colombiano é o que atrai mais holofotes. Carrascal entrou na mira de clubes como Napoli e Olympique de Marselha, que fizeram sondagens concretas nas últimas semanas. Para afastar o assédio, o Flamengo fixou um preço de saída proibitivo.

O Rubro-Negro só aceita conversar se a proposta atingir o piso de € 30 milhões (cerca de R$ 197 milhões).

  • A Lógica: O Flamengo pagou cerca de € 12 milhões em 2025 (segundo o Diario AS) e o jogador tem contrato até junho de 2029. O recado é claro: ou pagam uma fortuna “fora da curva”, ou Carrascal fica no Rio.

Emerson Royal: Investimento de R$ 58 milhões e blindagem contratual

Na lateral-direita, a situação é de monitoramento, mas com a mesma resposta negativa do Fla. Valencia e Fiorentina demonstraram interesse na situação de Emerson Royal, segundo a imprensa internacional. No entanto, o lateral foi uma das contratações mais caras da janela de 2025, custando € 9 milhões (R$ 58,5 milhões).

Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

Emerson ainda busca consolidação total no time titular e tem contrato até o fim de 2028. Vender um jogador com status de “Europa” tão cedo, sem que ele tenha entregado o retorno esportivo esperado ou se valorizado exponencialmente, é visto como um movimento de enfraquecimento que a diretoria não quer bancar.

Análise Moon BH: A Mensagem ao Mercado

O Flamengo está fazendo um movimento clássico de clube que quer mandar um recado ao mercado: “Sondagem não é proposta, e proposta comum não compra titular do Flamengo”. Ao fixar o preço de Carrascal em quase R$ 200 milhões, o clube não está abrindo negociação; está levantando um muro.

Quanto a Emerson Royal, a lógica é de orgulho e projeto: vender agora seria admitir que a contratação não foi para “resolver”. Em janeiro, o Flamengo não quer vender jogador — quer vender a ideia de que é um destino final, e não um trampolim, mantendo o nível competitivo lá no alto para Filipe Luís trabalhar.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.