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Cruzeiro enfrenta o Flamengo nas oitavas da Libertadores sem Romero e Fagner, suspensos

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A Conmebol sorteou as oitavas de final da Libertadores na tarde desta sexta-feira e colocou Cruzeiro e Flamengo no mesmo caminho. Para o clube mineiro, a notícia do confronto veio acompanhada de um problema imediato: dois dos seus titulares não estarão disponíveis para o duelo.

Romero e Fagner acumularam o terceiro cartão amarelo e estão suspensos. Dessa forma, o Cruzeiro vai encarar o atual campeão da Libertadores sem dois jogadores que fazem parte do time que o técnico confia quando o jogo importa de verdade.

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E poucos jogos vão importar mais do que esse.

O que cada suspensão representa

(Staff Images/ Cruzeiro)

Romero não é só um atacante. É referência. O paraguaio carrega experiência de Libertadores no currículo e entende o peso de jogos eliminatórios de uma forma que poucos jogadores do elenco conseguem reproduzir. Sendo assim, tirar ele de um confronto contra o Flamengo é reduzir a capacidade do Cruzeiro de segurar pressão e criar nos momentos decisivos.

Fagner, por sua vez, é o lateral que organiza o lado direito. Experiente, com passagens longas por grandes clubes, ele é o tipo de jogador que o adversário respeita. Sem ele, o Cruzeiro abre um flanco que o Flamengo vai explorar — porque o Flamengo sempre explora. Portanto,
perder os dois ao mesmo tempo não é coincidência ruim. É um buraco real no time que vai precisar ser preenchido de alguma forma.

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O adversário que não perdoa

FOTOS GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO

O Flamengo chega às oitavas como atual campeão da Libertadores. Não é só título recente, é uma mentalidade construída dentro de um grupo que já sabe o que é vencer o torneio. Além disso, esse tipo de experiência acumulada pesa nos momentos de pressão, nos jogos tensos, nas decisões que se resolvem por detalhes.

Para o Cruzeiro, encarar esse adversário já seria desafio enorme com o elenco completo. Sem Romero e Fagner, o tamanho do problema cresce. O Flamengo vai identificar as ausências, vai atacar os pontos fracos e vai colocar pressão exatamente onde o Cruzeiro estiver mais vulnerável.

Esse adversário é inconfortável em qualquer circunstância. Com o Cruzeiro incompleto, fica ainda mais.

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A Libertadores como prova real

O sorteio desta sexta definiu o confronto, mas o contexto já estava montado antes disso. O Cruzeiro vinha de uma fase de grupos que exigiu do elenco inteiro, e a conta das suspensões chegou na pior hora possível.

Na Libertadores, não há rodada para recuperar pontos. Eliminatória é eliminatória. Um jogo de ida, um de volta, e quem somar mais passa. Não existe margem para começar o confronto enfraquecido e compensar depois.

O Moon BH acompanha a campanha do Cruzeiro na Libertadores desde o início da fase de grupos e o que ficou evidente é que o time tem qualidade para competir, mas depende dos seus melhores quando o nível do adversário sobe. Contra o Flamengo, o nível sobe desde o apito inicial.

O que o Cruzeiro precisa fazer

Sem Romero e Fagner, o técnico vai precisar de respostas rápidas. Quem entra no lugar precisa entender o momento, não só o sistema. Libertadores contra o Flamengo não é jogo para adaptação em campo, é jogo para entrar sabendo exatamente o que fazer.

Por fim, a suspensão também abre uma questão tática. Com Fagner fora, o lado direito da defesa fica exposto para um Flamengo que tem velocidade e criatividade para explorar qualquer espaço. A solução que o treinador encontrar vai definir boa parte do equilíbrio do confronto.
Nas oitavas, detalhe decide. E o Cruzeiro chega com dois detalhes a menos.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.

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