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Cruzeiro: Nossa análise indica Matheus Pereira candidato a vaga de Neymar após goleada na Libertadores

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Matheus Pereira escolheu a noite perfeita para transformar o debate sobre a Seleção Brasileira em assunto de arquibancada. No Mineirão lotado com 55.724 torcedores, o camisa 10 do Cruzeiro comandou a goleada por 4 a 0 sobre o Barcelona de Guayaquil, colocou a Raposa nas oitavas da Libertadores e ganhou força simbólica na corrida pela eventual vaga aberta pela lesão de Neymar.

O meia marcou dois gols, sendo um de bicicleta, deu assistência para Christian e ainda viu Sinisterra completar o placar. No mesmo dia em que a CBF confirmou lesão grau 2 na panturrilha de Neymar, Matheus Pereira entregou talvez sua atuação mais impactante com a camisa celeste.

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Na avaliação do Moon BH, a noite do Mineirão não foi apenas uma classificação. Foi uma candidatura.

Como foi o jogo

O Cruzeiro dominou do início ao fim. Matheus Pereira abriu o placar aos quatro minutos em cabeceio de cruzamento de Fagner. Christian ampliou depois de assistência do camisa 10. Sinisterra fez o terceiro, e Matheus fechou a conta com um golaço de bicicleta no segundo tempo.

A classificação celeste foi confirmada em segundo lugar no Grupo D. A Universidad Católica venceu o Boca Juniors na Bombonera e ficou com a liderança. Os argentinos foram eliminados da Libertadores.

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Para o Cruzeiro, foi a resposta que a torcida precisava ver: um time que, quando precisou, não administrou. Goleou.

Por que essa atuação importa para a Seleção

Matheus Pereira está na pré-lista de 55 nomes enviada por Carlo Ancelotti à Fifa. Isso é condição obrigatória para qualquer substituição por lesão. Com Neymar em dúvida para a Copa, o nome do meia do Cruzeiro passou a fazer sentido por perfil, não apenas por estar elegível.

A atuação contra o Barcelona reforçou esse argumento de forma precisa: gol logo no início, assistência, liderança técnica e um lance plástico que viraliza. Contexto, pressão, repertório e capacidade de decidir quando o jogo vale temporada. O Moon BH entende que esses são exatamente os critérios que uma comissão técnica observa além da estatística fria.

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A torcida no Mineirão entendeu o momento e cantou provocando Neymar, dizendo que Matheus Pereira seria melhor que o astro convocado. É exagero de arquibancada, mas o debate não é vazio.

A vaga de Neymar pede criatividade, não só gol

Se Neymar for cortado, a substituição mais natural não é por um centroavante. O camisa 10 foi convocado como jogador de criação, associação por dentro, bola parada, último passe e controle técnico em zonas decisivas.

Matheus Pereira
Matheus Pereira – Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro

É nesse ponto que Matheus Pereira se diferencia dos concorrentes.

Pedro tem presença de área. João Pedro tem versatilidade. Kaio Jorge tem fase. Samuel Lino tem profundidade pelo lado. Mas poucos nomes da pré-lista entregam um perfil tão próximo do papel de meia criativo quanto o camisa 10 do Cruzeiro.

Matheus é canhoto, joga por dentro, organiza ritmo, acha passe vertical, bate bola parada, finaliza de média distância e ainda pode aparecer na área. Contra o Barcelona, mostrou exatamente essa multiplicidade: cabeceou como atacante, assistiu como armador e finalizou como craque.

O que ainda pesa contra ele

Apesar do show, Matheus Pereira ainda não pode ser tratado como favorito.

O principal obstáculo é o histórico com Ancelotti. O meia esteve com a Seleção em 2024, sob comando de Dorival Júnior, mas ainda não foi testado pelo treinador italiano. Em substituição de última hora, comissões técnicas tendem a preferir jogadores já conhecidos ou com encaixe tático imediato.

João Pedro segue forte por versatilidade e rodagem europeia. Pedro pode ganhar a vaga se Ancelotti quiser um 9 de área. Samuel Lino pode crescer se a escolha for por intensidade pelo lado.

Mas o Moon BH acompanha esse debate desde que a lesão de Neymar foi confirmada: se a comissão quiser um meia criativo, canhoto, decisivo e em ritmo competitivo, Matheus Pereira passa a ser o nome mais lógico dentro da pré-lista.

O Cruzeiro como vitrine no momento certo

A classificação do Cruzeiro também ajuda. Não foi jogo pequeno. Era uma partida de sobrevivência continental, com 55 mil pessoas no Mineirão, contra um adversário que havia vencido o Boca Juniors anteriormente.

Jogador de Seleção precisa crescer em jogo grande. Matheus cresceu. E cresceu como protagonista, não como coadjuvante. O Cruzeiro avançou porque teve um camisa 10 capaz de organizar, decidir e encantar na noite que precisava.

O Cruzeiro colocou cinco nomes na pré-lista de Ancelotti: Fabrício Bruno, Kaiki, Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge. Nenhum foi chamado para a lista final. A lesão de Neymar abriu uma janela. E a goleada sobre o Barcelona colocou Matheus na posição mais forte dentro do próprio elenco celeste para ocupá-la.

O que define tudo

O caso de Neymar ainda comanda a decisão. Se a comissão mantiver o jogador, não há vaga aberta. Mas a lesão grau 2 na panturrilha direita deve tirar o Santos do primeiro jogo e compromete a preparação para o torneio.

A dúvida, na leitura do Moon BH, é sobre o custo-benefício de levar um atleta sem condição plena. Neymar tem história, talento e peso comercial. Copa do Mundo exige disponibilidade.

Se Ancelotti decidir pela substituição, a pergunta ficará inevitável: por que não chamar o camisa 10 que está decidindo Libertadores, saudável, em alta e com perfil criativo?

Matheus Pereira não precisa fazer campanha pública. Precisa continuar jogando. A goleada no Mineirão foi o argumento mais forte que ele poderia apresentar. Agora, aguarda a escolha do treinador.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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