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Flamengo e Cruzeiro tem R$ 429 Milhões sob Pressão: Paquetá e Gerson estão sob prova

Eles desembarcaram com status de craques de Copa do Mundo e a missão de mudar o patamar de seus clubes. Mas a primeira impressão de Lucas Paquetá (Flamengo) e Gerson (Cruzeiro) foi um balde de água fria.

Juntos, os dois movimentaram uma cifra astronômica de aproximadamente R$ 429 milhões em taxas de transferência. No entanto, o futebol não entra em campo com a etiqueta de preço, e a realidade da estreia cobrou caro: Paquetá perdeu o gol do empate na Supercopa, e Gerson naufragou na goleada sofrida pela Raposa.

A Conta do Bilhão no Cruzeiro e Flamengo

Para entender a cobrança, é preciso olhar para o cheque. Os clubes não pagaram apenas pelo futebol, pagaram pelo impacto imediato.

Curiosamente, o valor pago supera o valor de mercado estimado pelo Transfermarkt (Paquetá € 35 mi e Gerson € 18 mi), indicando que Flamengo e Cruzeiro pagaram um “ágio” pela escassez de talento e pela resposta política ao mercado.

O Choque de Realidade: Gerson e Paquetá sob prova

Paquetá: O Lance do Jogo Na derrota para o Corinthians, Paquetá entrou sem ritmo, mas teve a bola do jogo. O chute isolado nos minutos finais virou o símbolo da perda do título. Para a torcida, o jogador de R$ 260 milhões não tem o direito de errar aquela bola, independentemente do tempo de treino.

Gilvan de Souza/Flamengo/Divulgação

Gerson: O Caos e o Físico No 4 a 0 contra o Botafogo, Gerson foi vítima do coletivo. Em um time desorganizado, ele correu errado, se desgastou e saiu com cãibras (inicialmente temidas como lesão). A imagem que ficou foi a de um “salvador” que não conseguiu apagar o incêndio e ainda sucumbiu fisicamente.

Como Virar a Chave em 2026?

A má estreia não define a temporada, mas exige ajustes urgentes de rota:

No Flamengo (Paquetá):

  • Definição de Função: Filipe Luís precisa definir se ele é o armador central ou o meia de aproximação. Paquetá precisa tocar na bola perto da área, e não buscar o jogo nos volantes.
  • Blindagem: O erro técnico (o gol perdido) é corrigido com repetição. O erro tático (posicionamento) exige treino. Ele precisa de minutos para recuperar o tempo de bola.

No Cruzeiro (Gerson):

  • O “Motor”, não o “Bombeiro”: Gerson brilha quando dita o ritmo de um time organizado. Se o Cruzeiro continuar espaçado e exposto a transições, Gerson vai se cansar correndo atrás de adversários e parecerá lento. Tite precisa proteger o meio para que a bola chegue redonda no camisa 8.
  • Condicionamento: As cãibras mostram que o ritmo de jogo ainda não é o ideal. É preciso dosar a carga para não perder o principal investimento por lesão muscular em fevereiro.

O futebol brasileiro tem memória curta e pavio ainda mais curto. Paquetá e Gerson estão sendo julgados como se tivessem a obrigação de justificar R$ 429 milhões em 90 minutos. É impossível.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.