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Cruzeiro e Atlético de olho em R$ 84 milhões de vaga extra em Mundial de Clubes, se for no Brasil

Uma movimentação nos bastidores da CBF e da FIFA pode mudar radicalmente o planejamento de Cruzeiro e Atlético-MG para o ciclo de 2029. O Brasil oficializou o interesse em sediar a Copa do Mundo de Clubes daquele ano, e se a candidatura for aceita, o país terá direito a uma vaga extra automática destinada ao anfitrião — sem a necessidade de vencer a Libertadores.

A Regra do “Dono da Casa” pode ajudar Cruzeiro e Atlético

O regulamento da FIFA para o novo formato do Mundial prevê que o país-sede tenha um representante garantido. Em 2025, nos EUA, essa vaga ficou com o Inter Miami por ter vencido a Supporters’ Shield (melhor campanha da temporada regular nacional).

Se o Brasil confirmar a sede para 2029, a tendência é que a vaga fique com o campeão do Brasileirão (provavelmente de 2028). Isso abre uma porta gigantesca: vencer a Série A deixaria de ser apenas o título nacional para virar o passaporte direto para o torneio mais rico do planeta, algo que hoje só é garantido via Libertadores.

A Chuva de Dinheiro: R$ 84 milhões só para entrar

O interesse de Cruzeiro e Atlético-MG não é apenas esportivo; é financeiro. Os valores pagos na edição de 2025 servem de base para o tamanho do negócio. Apenas pela participação na fase de grupos, a FIFA pagou uma cota fixa de US$ 15,21 milhões (cerca de R$ 84 milhões) para cada clube sul-americano.

Além do fixo, a premiação por desempenho é astronômica:

  • Vitória na fase de grupos: US$ 2 milhões (R$ 11 milhões)
  • Empate: US$ 1 milhão (R$ 5,5 milhões)
  • Classificação às oitavas: + US$ 7,5 milhões (R$ 41 milhões)
  • Campeão: + US$ 40 milhões (R$ 220 milhões)

O Espelho de 2025: Quanto os brasileiros faturaram

Para se ter ideia do impacto no caixa, basta olhar para o faturamento dos brasileiros no último Mundial (valores aproximados baseados no desempenho):

  • Fluminense (Semifinalista): Faturou cerca de US$ 60,8 milhões (R$ 331 milhões) somando cotas e avanços.
  • Palmeiras (Quartas de final): Levou cerca de US$ 39,8 milhões (R$ 217 milhões).
  • Flamengo e Botafogo (Oitavas): Embolsaram entre US$ 25 e 27 milhões (R$ 140 a 150 milhões) cada.

Análise Moon BH: O Brasileirão virou “Pré-Mundial”

Se o Brasil levar a sede de 2029, a hierarquia do futebol nacional muda. O Campeonato Brasileiro ganha um peso inédito. Para clubes como Cruzeiro (que investe pesado com Pedrinho BH) e Atlético-MG (com a força da Arena MRV), a briga pelo título nacional passaria a valer um cheque de R$ 84 milhões garantidos.

A vaga de “anfitrião” é o atalho dos sonhos: permite furar a fila da Libertadores e coloca o clube na vitrine global. A briga política da CBF para trazer o torneio é, no fundo, uma briga para dar a mais um gigante brasileiro a chance de mudar seu patamar financeiro por uma década.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.