HomeEsportesAtléticoCruzeiro e Atlético-MG terão 23 desfalques para primeiro clássico de 2027

Cruzeiro e Atlético-MG terão 23 desfalques para primeiro clássico de 2027

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A final do Campeonato Mineiro de 2026, que consagrou o Cruzeiro campeão com uma vitória de 1 a 0 sobre o Atlético-MG, será lembrada tanto pela taça quanto pelo caos. O apito final no Mineirão serviu de gatilho para uma pancadaria generalizada que rodou o planeta e forçou o árbitro Matheus Candançan a registrar um número surreal na súmula da partida: 23 cartões vermelhos. No total, a final contabilizou absurdos 32 cartões.

O estopim do tumulto, detalhado no documento oficial, envolveu um atrito direto entre o goleiro Everson (Atlético) e o meia Christian (Cruzeiro). A partir dali, o gramado se transformou em um ringue, impedindo que a arbitragem sequer mostrasse os cartões em campo. As 21 expulsões subsequentes foram registradas “em bloco” no vestiário, todas sob a mesma justificativa grave: agressões físicas, incluindo socos e pontapés.

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O fantasma para o primeiro clássico de 2027

A grande dor de cabeça para as duas diretorias não está apenas na repercussão negativa, mas na matemática do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A regra é clara: a suspensão automática por uma expulsão deve ser cumprida na mesma competição. Como o Campeonato Mineiro de 2026 se encerrou ali, as punições migram compulsoriamente para a edição seguinte do torneio.

Jogadores do Cruzeiro e Atlético durante clássico no campeonato mineiro
Foto: Pedro Souza / Atlético

Isso cria um cenário bizarro. Se o primeiro grande clássico de 2027 for sorteado para as rodadas iniciais do próximo Campeonato Mineiro (como é tradição), as duas equipes podem entrar em campo completamente desfiguradas, forçadas a escalar times mistos ou reservas por conta de uma briga ocorrida um ano antes.

A guilhotina do Tribunal

A situação é ainda mais crítica porque a suspensão automática de um jogo é apenas a ponta do iceberg. O caso agora segue para as mãos da Justiça Desportiva, e o caminho processual promete ser implacável:

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  1. Análise da súmula e vídeos pela Procuradoria.
  2. Denúncia formal e julgamento em primeira instância no TJD-MG.
  3. Possíveis recursos em instâncias superiores (STJD).
  4. Definição final dos ganchos e multas.

Agressão física em campo é julgada com rigor extremo, e os atletas com “participação ativa” na pancadaria podem pegar ganchos pesados, variando de quatro a doze partidas.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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